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Editorial

Os riscos da obesidade na pandemia

O fato é que há um grande desafio para as autoridades de saúde: lidar com essas duas epidemias ao mesmo tempo

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Apesar de provocar ameaças para a saúde de todas pessoas, a Covid-19 pode causar mais complicações para aquelas que possuem alguma doença como hipertensão e diabetes, as quais debilitam o sistema imunológico. Recentemente, o Ministério da Saúde incluiu as gestantes no grupo de risco, já que este público merece cuidados extras para garantir a sua saúde e do bebê. No entanto, outro público também não pode ser esquecido: os que sofrem de obesidade.

Como traz uma das reportagens de hoje da Folha do Litoral News, a obesidade já era uma epidemia antes do Coronavírus aparecer. Existe uma luta de médicos, nutricionistas e demais profissionais da área, para combatê-la, já que tem atingido índices assustadores a cada ano. Nos últimos 35 anos, a prevalência de obesidade subiu de 5,4% para 21% no Brasil. Uma série de fatores são atribuídos a este aumento, entre eles a má alimentação, o sedentarismo, além de fatores genéticos.

O fato é que há um grande desafio para as autoridades de saúde: lidar com essas duas epidemias ao mesmo tempo. Sabe-se que a obesidade é a chave para desencadear uma série de outras doenças que colocam em risco a saúde ao longo da vida.

Em entrevista recente com um médico especialista no assunto, ele faz um alerta importante: que a obesidade deve ser considerada, por si só, uma doença, que está mais matando neste século, assim como houve a peste negra, a tuberculose e a Aids. Mudar esses índices não é tarefa fácil, mas em meio ao Coronavírus, é importante repensar os hábitos e o impactos negativos e positivos que eles podem trazer na vida durante e pós pandemia.