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Violência Virtual Contra a Mulher

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A internet se tornou outro mecanismo por meio do qual se perpetuam as violências contra as mulheres. O aumento do uso de tecnologias e da “vida na internet” tem como uma das consequências possíveis novas formas de violência contra a mulher, movimento que caminha na direção oposta às políticas de proteção à mulher.

Embora as imagens de arranhões, arroxeados ou de lesões sejam as primeiras que venham às nossas mentes quando lemos ou ouvimos sobre violência contra a mulher, existem outras formas de atos violentos que também são proibidas em lei e que podem levar a alguma punição.

Acho que a internet é maravilhosa, nós não conseguiremos, nem queremos refreá-la, mas nós precisamos ser capazes de intervir no espaço da internet. Nós precisamos pensar no espaço virtual como nossas novas ruas e nossas novas casas e pensar no que é necessário fazer para manter as mulheres seguras

O aumento no uso de plataformas virtuais e de ter uma vida altamente conectada tem potencial de fazer aumentar ainda mais os casos de violências contra as mulheres, sejam violências sexuais, patrimoniais, psíquicas ou morais. De acordo com a ONG SaferNet, em 14 anos, foram recebidas e processadas 24.790 denúncias anônimas de violência ou discriminação contra mulheres, envolvendo 7.347 páginas distintas. Chama a atenção no detalhamento dos indicadores que 25,3% sejam páginas em português e 4.867 delas no Facebook e 945 no twitter. 

O importante é saber que a legislação brasileira hoje já tem instrumentos que são capazes de oferecer respostas e soluções às violências virtuais.

Essas violências devem ser combatidas e para tanto, temos hoje o Código Penal, o Código Civil, a Lei Maria da Penha e, mais recentemente, o Marco Civil da Internet e a Lei de Proteção Geral de Dados que podem ser utilizados em conjunto para impedir que a violência continue, identificar e responsabilizar as pessoas causadoras da violência.

A violência contra as meninas e mulheres, só vão tomando novas formas, mas o conteúdo em si e resultado em suas vidas é o mesmo. Isso é terrível! Estamos cansadas de tanta impunidade!

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