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VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: Por que devemos falar sobre?

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Mesmo que a maternidade seja um momento repleto de expectativas, esperança e felicidade, para quase metade das mulheres brasileiras a experiência do parto é traumática, marcada por medo, descaso e agressões. Os relatos vão desde violência verbal, piadas e demora no atendimento, até mortes de bebês, e a denominação para os maus tratos, abusos e desrespeito sofrido por essas mulheres é violência obstétrica.

Para se prevenir contra a violência obstétrica é importante que a mulher se informe durante o pré-natal e tome conhecimento das opções que possui para a hora do parto. Além disso, é importante que a mulher tome conhecimento dos tipos de intervenções podem ser necessárias para poder optar pelas quais não aceitam serem submetidas, pois o não reconhecimento da violência provocado pela falta de informação de seus direitos é a principal causa do possível aumento no número de casos de violência obstétrica.

A discussão sobre a violência obstétrica ainda é pouco presente na sociedade, porém esse tipo de violência vem se tornando cada vez mais comum, mas ainda se esconde no interior das instituições públicas e privadas da saúde.

Falar sobre a violência obstétrica é de extrema importância para levar ao conhecimento do maior número possível de mulheres que esse tipo de conduta por parte de profissionais da saúde causam graves consequências tanto no parto, como para além dele, haja vista os possíveis danos emocionais e psicológicos à mãe e ao bebê. O processo entre o reconhecimento da violência e a denúncia pode ser muito doloroso, mas não deve ser esquecido, algumas violências não deixam marcas visíveis e talvez isso não permita dimensionar o tamanho da dor, essa mudança de cenário depende da Justiça, mas também da nossa sociedade.

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