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Pensar Verde

Não existe rio grande sem o rio pequeno

Devemos romper a barreira da preguiça e fazer a nossa parte na gestão de recursos hídricos

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No passado utilizávamos os rios sem termos nenhuma tecnologia sanitária. Simplesmente dividíamos os rios para bebermos água ou para despejarmos esgoto. Também não tínhamos muita atenção sobre a importância da mata ciliar ou com a utilização de agrotóxicos sem orientação de um técnico da área agrícola. Pensarmos então na ligação dos rios “voadores” (massas de vapor de água que circulam invisíveis) parecia conversa de maluco. Hoje acessamos diversos canais de mídia e verificamos que vivemos uma crise hídrica. 

A seca ou estiagem pode ser definida como um longo período de tempo com chuva insuficiente. A estiagem não é permanente (nosso caso aqui na região sul), já a seca é perene (caso de algumas localizações do nordeste). Diversos fatores podem desencadear esta estiagem que vivemos. As mudanças climáticas e a má gestão de florestas e dos cultivos agrícolas, embora interligadas, podem ser destacados. 

Em 1997 o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) passou a monitorar as condições do tempo no Estado e esta baixa precipitação já dura 10 meses. Diversas represas utilizadas para a captação de água pela Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) já estão com os seus níveis comprometidos e até mesmo um rodízio de abastecimento. O cenário em rios da Região Metropolitana de Curitiba segue preocupante.

Mas o que devemos fazer neste momento? Primeiramente reduzirmos ao máximo a utilização da água. Em um segundo momento buscarmos alternativas para diminuirmos a pressão hídrica nos corpos hídricos. Reutilização de água de chuva pode parecer algo simples, mas em grande escala pode colaborar para o processo. Reutilizar a água da lavadora de roupas para a lavagem de calçadas e veículos também contribui. Devemos romper a barreira da preguiça e fazer a nossa parte na gestão de recursos hídricos. Temos que cuidar dos rios pequenos e nascentes para que os rios grandes não pereçam. Precisamos pensar globalmente e agir localmente.