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Pensar Verde

Os Pracinhas Brasileiros estão de volta!

Talvez uma das histórias mais bonitas e emocionantes do Brasil tenha sido a saga dos Pracinhas Brasileiros na Segunda Guerra Mundial

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Talvez uma das histórias mais bonitas e emocionantes do Brasil tenha sido a saga dos Pracinhas Brasileiros na Segunda Guerra Mundial. Lembro até hoje da minha avó cantando com emoção a Canção do Expedicionário. Uma das estrofes que me marcou dizia:

“Deixei lá atrás meu terreno

Meu limão, meu limoeiro

Meu pé de jacarandá

Minha casa pequenina

Lá no alto da colina

Onde canta o sabiá”

Em 1944 quase 26.000 brasileiros foram até a Itália lutar contra o regime de extrema direita denominado Nazismo. Metade destes nunca haviam sido treinados para o combate e ainda tinham equipamentos ultrapassados e roupas inadequadas para os 20 graus negativos do inverno europeu. Perdemos 1.500 destes combatentes. Algo semelhante repete-se agora em 2020. 

A guerra não é contra um inimigo político, mas sim biológico, porém estamos igualmente como os Pracinhas de 44. Nossos pesquisadores tiveram as suas bolsas de pesquisa encerradas trabalhando literalmente por amor a pátria em seu voluntariado. O nosso país ainda não entendeu que investir em ciência é investir na qualidade de vida das pessoas. O corte do orçamento das universidades que trabalham com ensino, pesquisa e extensão tem cifras muito menores comparadas ao impacto econômico desta pandemia.

Outra “tropa” que temos alistada é a dos profissionais da saúde. Temos biólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, psicólogos, nutricionistas, biomédicos, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos e outras categorias sem equipamento de proteção individual adequado. Podemos então dizer que hoje temos Pracinhas sem armamento (equipamentos) e sem roupas (EPI’s) adequadas para a Guerra. Em pleno 2020 nos tele transportamos para a 1944. Eles deixaram o terreno, o limoeiro, o pé de jacarandá, a casa pequenina e estão muito mais propensos a, pelo fato de não abandonar a batalha, se infectar.