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“ARREGÃO! ”

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O assunto que mais reverberou no cenário brasileiro, foi acerca das declarações dadas pelo Presidente da República, no dia 7 de setembro. Jair Bolsonaro, em discurso de palanque, na data da independência do Brasil, faz ataques às instituições democráticas, causando ainda mais furor, e piorando a crise institucional brasileira. As ameaças soaram como atentado à democracia, e afronta à independência dos Poderes. O chefe do Executivo, aos gritos, concentrou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Ministro Luís Roberto Barroso, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não se dando por vencido, Bolsonaro, voltou a criticar o sistema eleitoral brasileiro, questionando a lisura das eleições, citando novamente o voto impresso (já rejeitado pelo Congresso Nacional), acusando o sistema de ser uma farsa, sendo este o mesmo sistema que o elegeu.

Os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), foram feitos na pessoa do Ministro Alexandre de Moraes, que é o relator dos principais inquéritos que envolvem Bolsonaro e seus apoiadores, vociferando: “Qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou. Ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida”, além de insinuar que o presidente do STF, o Ministro Luiz Fux, deveria “enquadrar”, o ministro colega de corte, Alexandre de Moraes.

O Presidente da República, que se diz democrático, entra em contradição em seu discurso, dizendo defender a democracia, mas logo depois afirma: “Só saio preso, morto ou com vitória. Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso.”

Ato contínuo, no dia 9 de setembro, o Ministro Luís Roberto Barroso, fez um pronunciamento sobre o discurso de Bolsonaro. O presidente do TSE, respondeu cada afirmação do Presidente da República, uma a uma, de forma direta e coesa, queixando-se dessa época de fake News, de ataques à democracia, sobre o populismo, o extremismo e o autoritarismo do Presidente da República.

Após o pronunciamento de Barroso, aderido por todos os poderes, Bolsonaro convoca o ex-Presidente Michel Temer, para intermediar uma “pacificação” entre os poderes.

Temer construiu um discurso para Bolsonaro, em que, como de costume, “diz que não disse”, e em tom de pedido de desculpas, mas sem dizê-lo, afirma que quer manter a harmonia entre os poderes, que, aliás, é o próprio ato de covardia tantas vezes exercida. Haja visto o flagrante delito de crime de responsabilidade, o acúmulo de centenas de pedidos de impeachment, e a contínuo status impunível, colocando-se, portanto, acima da lei, diante da total inércia do Presidente da Câmara dos Deputados, em simplesmente aceitar os pedidos para investiga-los.

Piorando, o falso momento de lucidez do Presidente da República, para milhares de seus seguidores, o transformou em “arregão”, que segundo o dicionário, quer dizer: “Aquele que arrega ou pede arrego; aquele que desiste, que renuncia por receio, medo, covardia, por não aguentar mais continuar; desistente, covarde, medroso, cagão, frouxão, etc.”.

Brasil, 17 de setembro de 2021, 589 mil mortes por COVID-19, e 14,7 milhões de desempregados.

Paulo Henrique de Oliveira é mestrando em administração pública, pós-graduado em direito administrativo, com MBA em gestão pública, extensões em ciências políticas, direito eleitoral e ciências sociais, e graduações nas áreas de administração de empresas, gestão de negócios, ciências políticas, e direito. É o Executivo do Podemos no Estado do Paraná, Ex Secretário de Saúde de Paranaguá, e atual Secretário de Saúde de Matinhos.

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