A política paranaense vive um momento em que a maturidade institucional precisa falar mais alto que os interesses individuais. Em tempos de disputas naturais pela sucessão estadual, é fundamental que o debate se concentre no que realmente importa, isto é, a continuidade de um projeto de governo sólido, estruturado e comprometido com resultados concretos para a população.
Sob a liderança do governador Ratinho Junior, o Paraná consolidou avanços significativos em áreas estratégicas como infraestrutura, equilíbrio fiscal, atração de investimentos, modernização da máquina pública e fortalecimento dos municípios. Independentemente de posições partidárias, é inegável que o Estado alcançou indicadores que lhe conferem protagonismo nacional e reconhecimento pela capacidade de gestão.
Nesse contexto, é natural que o atual governador, pelo legado construído e pela liderança exercida, detenha autoridade política para influenciar e indicar um nome à sua sucessão. Trata-se não de um gesto de imposição, mas de responsabilidade com a continuidade administrativa. Governar é planejar o presente com visão de futuro e projetos bem-sucedidos não devem ser interrompidos por vaidades ou disputas fragmentadas.
Mais do que a escolha de um candidato, o que está em jogo é a preservação de um modelo de gestão que prioriza planejamento, estabilidade e desenvolvimento regional. A sociedade paranaense não deseja retrocessos, tampouco aventuras políticas. O que se almeja é unidade, diálogo e convergência em torno de um projeto maior que transcenda interesses pessoais.
A união do grupo político que sustenta o atual ciclo administrativo representa maturidade democrática e respeito à vontade popular. Divergências são legítimas; rupturas precipitadas, não. A construção de consensos fortalece o ambiente político e assegura segurança institucional condição essencial para que investimentos continuem chegando, empregos sejam gerados e políticas públicas avancem.
No Paraná, o desafio que se apresenta não é apenas eleitoral, mas estratégico mantendo o foco no projeto de Estado acima de projetos individuais de poder. Quando o interesse coletivo prevalece, ganha a política, ganha a governabilidade e, sobretudo, ganha o cidadão paranaense.
Como ensinava Montesquieu, talvez, se estivesse aqui entre as “araucárias” do Paraná, também diria que “o poder deve servir às leis e ao equilíbrio da sociedade”. E é exatamente esse o espírito que deve prevalecer na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico de Curitiba, onde lideranças políticas especulam o sucessor do governador Ratinho Junior, pois quando o projeto coletivo se sobrepõe às ambições pessoais, fortalece-se o Estado e prospera o povo.





