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Editorial

Paraná, índices altos de transplante de órgãos e protagonismo em solidariedade

Além da solidariedade de doadores e suas famílias, para que os transplantes ocorram é necessário uma estrutura de segurança e logística que garanta que os órgãos cheguem a quem mais precisa. Isso de fato ocorre no Paraná, com apoio aéreo de pelo menos cinco aeronaves

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O transplante de órgãos é um ato que mescla o que há de mais avançado na ciência e na medicina e que traz consigo o que há de melhor na humanidade: a solidariedade. Isso porque, o transplante, para ser concretizado, precisa de um doador, que precisa dizer sim para doar os seus órgãos, algo que também deve ser manifestado pela sua família,  fazendo com que a vida e o amor ao próximo, sem saber a quem, sejam manifestados por menos discurso e mais ação. Nesse sentido, o Paraná apresenta um papel de liderança entre todos os estados do Brasil, mantendo altos índices de transplante de órgãos em 2021.

Segundo o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná é líder nacional por milhão de população (pmp) em transplantes de rim e em segundo lugar em transplantes de fígado, sendo um dos quatro estados brasileiros que realizaram transplante de pulmão em 2021, algo que segue os dados divulgados pelo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Ou seja, além de doadores, o mecanismo de saúde existente no Estado propicia que os transplantes sejam realizados e salvem centenas de vidas paranaenses.

Ao todo, 14.68 transplantes ocorreram no ano passado, bem como 395 procedimentos de medula óssea. 412 doações efetivas de órgãos ocorreram no Paraná, índice positivo, mas que pode aumentar. Para isso, é essencial que o doador manifeste sua intenção de doar órgãos individualmente e aos seus familiares, visto que para ser efetivado, o ato precisa de autorização familiar. 

Outro ponto é que, além da solidariedade de doadores e suas famílias, para que os transplantes ocorram é necessário uma estrutura de segurança e logística que garanta que os órgãos cheguem a quem mais precisa. Isso de fato ocorre no Paraná, com apoio aéreo de pelo menos cinco aeronaves do Governo do Estado, bem como atuação exemplar dos profissionais da saúde. Para se ter uma ideia, em 2021 ocorreram 65 voos para transportar 194 órgãos no Paraná. Que esse número aumente em 2022 e mais vidas ainda sejam salvas. Temos estrutura para que isso ocorra, bem como solidariedade de sobra do nosso povo.

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