Editorial

Paraná é um projeto de Estado acima dos ciclos eleitorais

Inspirado pela reflexão filosófica de A. C. Grayling, o desafio de 2026 será preservar a capacidade de planejar o futuro, fortalecer instituições e manter o desenvolvimento como compromisso coletivo

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Em sua obra The History of Philosophy, o filósofo A. C. Grayling demonstra que as grandes civilizações prosperaram quando conseguiram construir ideias duradouras, capazes de ultrapassar interesses momentâneos e disputas circunstanciais. A história mostra que sociedades fortes não são aquelas que vivem apenas de eleições, mas aquelas que desenvolvem projetos de Estado, sustentados por planejamento, responsabilidade e visão de futuro.

O Paraná vive, atualmente, um desses momentos que merecem reflexão. Ao longo dos últimos anos, o Estado consolidou indicadores de equilíbrio fiscal, ampliou investimentos em infraestrutura, fortaleceu sua capacidade de investimento e buscou avançar em áreas essenciais para a população. Dados do orçamento estadual apontam recordes de investimentos em obras estruturantes e desenvolvimento regional, consolidando uma agenda voltada para o crescimento econômico e a modernização do Estado.

As pesquisas de opinião também indicam elevados índices de aprovação da atual gestão estadual, demonstrando reconhecimento de parcela significativa da população em relação aos resultados alcançados. Levantamentos divulgados em 2026 registraram índices de aprovação próximos ou superiores a 80% do governador Ratinho Júnior, colocando o governo paranaense entre os mais bem avaliados do país.

Entretanto, a grande discussão das eleições de 2026 não deveria se limitar a nomes, partidos ou estratégias de campanha. O debate central precisa ser sobre a continuidade de políticas públicas capazes de manter o Paraná competitivo, socialmente equilibrado e preparado para os desafios das próximas décadas. A alternância democrática é parte fundamental da democracia, mas ela não precisa significar a ruptura de projetos que geram resultados consistentes para a população.

A filosofia política ensina que governos verdadeiramente transformadores são aqueles que conseguem construir pontes entre diferentes gerações. Estradas, portos, escolas, hospitais, inovação tecnológica e inclusão social não pertencem a um mandato; pertencem à sociedade. Quando o planejamento de longo prazo prevalece sobre as disputas de curto prazo, o Estado ganha estabilidade, investidores ganham confiança e as pessoas ganham oportunidades.

O Paraná chega a 2026 diante de uma escolha que vai além das urnas. A decisão será sobre qual modelo de desenvolvimento deseja fortalecer. Mais do que um projeto eleitoral, o Estado precisa continuar cultivando um projeto coletivo, baseado na responsabilidade fiscal, na infraestrutura, na geração de empregos e no cuidado com as pessoas. O verdadeiro legado político não está nos palanques, mas na capacidade de construir caminhos duradouros para que o Paraná siga cada vez mais forte, competitivo e preparado para o futuro.

As urnas de 2026 não devem decidir apenas quem governará o Paraná, mas qual futuro queremos preservar e ampliar para as próximas gerações.


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