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Editorial

Dia da Consciência Negra e importância da luta contínua contra o racismo

Para se dar conta da importância da data, é necessário ser fraterno, justo e consciente das desigualdades raciais existentes no País e no mundo. Os cidadãos não podem aceitar o racismo, o qual é um crime que deve ser constantemente denunciado e exposto

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Dia da Consciência Negra e importância da luta contínua contra o racismo

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população brasileira é negra. Apesar disso, o País possui um amplo histórico de racismo, algo que está atrelado ao passado escravocrata, uma chaga aberta na sociedade brasileira que até hoje possui relação direta com a desigualdade social e com a discriminação racial. 

Nesta esfera, é essencial não a comemoração, mas a reflexão no Dia da Consciência Negra, em todo o Brasil, neste dia 20 de novembro. A data possui relação com a execução de Zumbi dos Palmares, que aconteceu no dia 20 de novembro de 1965, um mártir da resistência do último líder do Quilombo dos Palmares.  

A consciência negra é um misto de reflexões sobre a importância da população negra na sociedade, reconhecimento do seu valor e cultura, bem como uma luta para que os negros jamais se calem perante o racismo estrutural. Para se dar conta da importância da data, é necessário ser fraterno, justo e consciente das desigualdades raciais existentes no País e no mundo. Os cidadãos não podem aceitar o racismo, o qual é um crime que deve ser constantemente denunciado e exposto.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a diferença salarial entre brancos e negros no Brasil é de 45%, algo que não possui apenas relação com a falta de oportunidades. Segundo o Instituto Locomotiva, mesmo em cidadãos brasileiros com curso superior, se ele for branco o salário será 31% maior que de uma pessoa negra. Estas são apenas algumas de tantas estatísticas que demonstram o racismo estrutural no País.

A filósofa e escritora, Djamila Ribeiro, reforça que há a necessidade de mexer nas estruturas para que, de fato, possam garantir oportunidades mais iguais para a população negra. Neste ponto, denunciar e discutir o racismo no Brasil e falar do Dia da Consciência Negra é algo que deve ser feito não só pela imprensa, como estamos fazendo na edição de hoje, como também por toda a população brasileira e mundial.

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