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Ciência e Saúde

Paraná apresenta tendência de aumento de longo prazo de casos de SRAG em crianças

Em todos os locais com aumento da Síndrome Respiratória Aguda Grave, casos são entre público infantil

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Foto: Divulgação/Freepik

Na quarta-feira, 27, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou mais uma edição do Boletim InfoGripe que demonstra que o Paraná apresenta tendência de aumento de longo prazo de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de 0 a 11 anos. O aumento vai em direção contrária ao contexto nacional pois, segundo a Fiocruz, em diversos estados houve início de queda da incidência de SRAG, algo que reflete em uma queda na curva no Brasil. 

“Os dados mostram que 10 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a semana 16: Acre, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As demais apontam sinal de queda ou estabilidade na tendência de longo prazo. No entanto, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe apresentam sinal de crescimento na tendência de curto prazo (últimas três semanas)”, explica a assessoria da Fiocruz.

Segundo a fundação, no Paraná, e nos 10 estados com sinal de crescimento de SRAG, “os dados por faixa etária sugerem tratar-se de cenário restrito à população infantil (0 a 11 anos), cenário que se mantém desde fevereiro”, detalha. “O aumento de casos entre crianças já dá sinais de interrupção dessa tendência. Entre a população adulta, mantém-se sinal de queda ou estabilidade”, completa a Fiocruz.

Brasil

Segundo a Fiocruz, com relação ao contexto nacional da SRAG, “as estimativas apontam para 3,5 (3,0 – 4,1) mil casos, dos quais cerca de 1,7 (1,3 – 2,3) mil são em crianças de 0 a 4 anos, na Semana Epidemiológica (SE) 16, que compreende o período de 17 a 23 de abril”, acrescenta. “O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 25 de abril”, informa a entidade científica.

O boletim indica, entre os vírus testados no que tange à SRAG, a maior parte se trata da contribuição dos casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), algo que corresponde a 44,3% do total de casos de SRAG com resultado laboratorial positivo das últimas quatro semanas, algo que é restrito fundamental a crianças pequenas. “Os dados laboratoriais sinalizam predomínio de casos associados ao VSR na faixa etária de 0 a 4 anos; e de rinovírus e Sars-CoV-2 no grupo de 5 a 11 anos. Os casos de Covid-19 mantêm queda entre os resultados laboratoriais positivos para vírus respiratórios, correspondendo a 35,4% nas últimas quatro semanas”, detalha.

Curitiba

Curitiba está entre 10 das 27 capitais do Brasil que demonstram crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica (SE) n.º16, algo puxado com relação aos casos entre o público infantil. Além da capital paranaense, neste rol de aumento constam Belém, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Maceió, Porto Alegre, Porto Velho, Rio Branco e São Luís. “Aracaju, Boa Vista, João Pessoa, Manaus, Palmas, Recife e Vitória apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo”, finaliza a Fiocruz.

Com informações da Fiocruz