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15 de janeiro de 2020

Violência doméstica: ações e combate

O filósofo e crítico francês Jean-Paul Sartre, considerado um dos maiores pensadores do século XX e, ao lado de grandes nomes como Albert Camus e Simone de Beauvoir, representante da filosofia existencialista, a qual é pautada na liberdade do ser humano, afirmou em meio aos seus estudos que "a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota".

Partindo desse princípio, infelizmente, o meio atual convive com derrotas diárias, pois há muitas vertentes da violência na sociedade contemporânea. No entanto, as pessoas não estão de braços cruzados à mercê da sorte, haja vista a quantidade de ações sendo efetivadas em prol do combate a atos criminosos pautados na violência, sobretudo a doméstica, a qual tem como principal alvo a mulher.

Passos importantes já foram dados no combate a esse tipo de crime e as evidências apontam que mais conquistas estão batendo à porta, o que é de extrema urgência, em decorrência dos números atuais, os quais apontam que em Paranaguá, apenas neste ano, já foram registrados, em média, diariamente, dois casos de agressões a mulheres em suas próprias residências e por seus companheiros.

Esses índices que atestam a covardia e falta de respeito para com as mulheres não podem continuar aumentando, daí a importância da ação policial e de autoridades ligadas à segurança, à família, às crianças e adolescentes tendo em vista o combate efetivo e conscientização da população para com seus direitos conquistados, ou seja, quanto mais ações preventivas, menos ações punitivas precisarão ser realizadas.

Neste ínterim, como se percebe em matéria veiculada nesta edição, a Polícia Civil vem assumindo sua responsabilidade para com esse problema e impondo mais força nas ações de combate. Além disso, em breve, há a promessa da utilização da Delegacia Cidadã, onde haverá salas especiais para atendimento a mulheres vítimas, humanizando o atendimento e fornecendo ambiente mais apropriado para que não sejam causados mais traumas à vítima já tão fragilizada.

O que se espera é que mais ações venham em prol da defesa da mulher e, sobretudo, conscientização de toda a sociedade tendo em vista o necessário cuidado com cada elemento que compõe o meio atual.

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