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Voz do Rocio

A importância da Festa do Rocio a Paranaguá e para o Paraná

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Após um período de hiato na coluna Voz do Rocio, devido aos compromissos com o Santuário, retorno a este espaço semanal para dar continuidade às nossas conversas e trocas de aprendizado. Senti falta de escrever para os fiéis e, também, para aqueles que, mesmo não sendo católicos, acompanham minhas reflexões por aqui. 

Para esta volta, achei fundamental conversarmos sobre a importância da Festa do Rocio para nossa amada Paranaguá e para o Paraná, aproveitando que a festividade já está se aproximando, em novembro. E, por mais um ano, com uma programação mais restrita devido à pandemia de coronavírus que, apesar de um pouco mais controlada, ainda insiste em nos manter distanciados. 

Porém, apesar da pandemia, as comemorações em homenagem à Nossa Senhora do Rocio transformam a cidade mãe do Paraná na “capital da fé” do Estado. É para cá, no Santuário do Rocio, que os devotos paranaenses se voltam mentalmente (após a pandemia, desejamos que todos voltem a nos visitar) durante o mês de novembro, já que aqui se encontra a imagem oficial da Padroeira do Estado. 

A devoção à Nossa Senhora do Rocio já dura 373 anos. Desde que a imagem foi encontrada, em 1648, na baía de Paranaguá, no Rocio, há registros de milagres realizados pela Virgem. Somente por esse aspecto, já conseguimos observar que a Festa do Rocio tem uma enorme importância histórica para o município, uma vez que a devoção nasceu junto com Paranaguá, que é a cidade mais velha do Estado, a cidade mãe do Paraná. 

Mas, ainda, há outras perspectivas que demonstram a relevância da festividade. Por exemplo, o aspecto religioso da festa se torna ainda mais notório quando lembramos que o Paraná é o único Estado do Brasil a ter uma Padroeira reconhecida pelo Vaticano, que faz sua morada aqui, na nossa cidade do coração, no Santuário do Rocio. Nossa Senhora do Rocio foi declarada Padroeira em 1977, pelo Papa Paulo VI, portanto, relativamente recente. Porém, a celebração em sua homenagem já acontece há 208 anos, que é o número da edição da festa neste ano. 

A comemoração, que dura cerca de 20 dias, ainda fomenta a economia local e fortalece Paranaguá como um polo do turismo religioso a nível nacional, já que, anteriormente à pandemia, vinham romarias de muitas cidades do Paraná e também de outros estados. Dessa forma, os fiéis que visitam o Santuário acabam frequentando restaurantes, lanchonetes, postos de combustíveis, hotéis e outros estabelecimentos no município, o que estimula a geração de emprego e renda. Até 2019, a média de pessoas que vinham à cidade para a Festa do Rocio era de 300 mil. 

Além de tudo isso, a Festa do Rocio movimenta toda a sociedade parnanguara, principalmente os católicos, que se envolvem de uma maneira linda com o objetivo de honrar a Mãe do Rocio. Entretanto, não são apenas os católicos que participam da comemoração, pessoas espíritas, evangélicas, que não têm uma religião definida também vão à festividade, pois já é uma tradição passear pelas barracas que vendem os mais diversos produtos e alimentos no Mercado Persa e levar as crianças para brincar no parque de diversão. 

Com a pandemia nos obrigando a tirar da programação as barracas, os shows, o parque de diversão, em nome do distanciamento social, fica um buraco na nossa grandiosa festa, que esperamos poder tapar muito em breve, assim que a saúde do nosso Brasil for restabelecida e, juntos, vencermos a Covid-19. Que Nossa Senhora do Rocio olhe por nós. Grande abraço. Deus te abençoe!

Pe. Dirson Gonçalves, Reitor do Santuário do Rocio

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