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Voz do Rocio

PRIVILÉGIO PARNANGUARA

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A Festa do Rocio e os nossos aprendizados

Ontem, terça-feira (15), foi o DIA DO ROCIO. Todo dia 15, é dia especial. Nessa data, que lembra o dia da Festa da Padroeira (15 de novembro) temos terço, missa, atendimento às confissões, bênçãos, aconselhamentos, atenção especial no acolhimento das centenas de pessoas que passam pelo Santuário… é dia de você fazer suas homenagens à Nossa Senhora levando flores e fazendo suas orações diante da imagem. É um dia, também, especial para lembrar de alguns dados importantes dessa devoção.

Primeiro, o FATOR HISTÓRICO. Paranaguá é uma cidade que ostenta o privilégio de ser a “cidade mãe do Paraná”, a mais velha, o berço de onde saíram a demais e que guarda os primórdios desse Estado promissor. Ter esse título de “cidade mãe” deve encher os parnanguaras de alegria e entusiasmo por saberem que todos os dias têm a oportunidade de percorrer as ruas do Centro Histórico, visualizando detalhes do traçado ou das belas construções que remontam há quase 400 anos. Ter um acervo a céu aberto não é pra qualquer cidade, mas somente para aquelas que conseguiram sobreviver ao tempo e à história. Além desse dado histórico, a cidade acolhe o segundo maior porto do País, dando a ela uma importância econômica invejável.

O segundo aspecto que percebo importante é o FATOR RELIGIOSO. O Paraná é o único Estado do Brasil que tem uma padroeira oficialmente reconhecida pelo Vaticano e pelo Governo do Estado. Desde 1977 temos essa honraria que não se vê em nenhuma outra unidade da Federação. E onde fica a morada dessa Santa padroeira dos paranaenses? Em Paranaguá. Esse fator mostra a importância desse lugar. Desde 1648, quando a pequenina imagem de Nossa Senhora foi encontrada na Baía de Paranaguá, por um pescador, tudo mudou. O encontro da imagem foi um sinal divino, de que esse solo é abençoado por Deus, que tem um olhar especial para esse lugar.

Hoje estamos aqui, cuidando da cidade mãe e do Santuário. Somos moradores nativos ou “adotados”, como eu. Mas hoje somos a “família parnanguara”, com a sua diversidade e beleza, formada a partir da contribuição de diversas culturas e regiões do Brasil e do mundo. Ao mesmo tempo em que a cidade mantém as características de suas raízes e tradições, deixa-se colorir com as outras culturas que com o passar dos tempos foram se instalando por aqui.

Acredito que tudo isso deve fazer de nós um povo consciente de que construiu e continua a construir uma cidade privilegiada. Uma cidade abençoada. Isso eleva a nossa estima, mas também deve elevar em cada um de nós o senso de pertença e responsabilidade. Ou seja, cada um é responsável por cuidar desse patrimônio histórico, religioso, cultural e social. Se herdamos tanta riqueza para cuidar, devemos fazer isso com zelo, dedicação e carinho. Muitas gerações virão depois de nós. O que deixaremos como herança?

Como reitor do Santuário Estadual do Paraná, aqui no Bairro do Rocio, sinto que o zelo por esse lugar sagrado jamais deve ser diminuído. Se aqui aconteceu há quase 400 anos um sinal divino – a aparição de Nossa Senhora do Rocio – significa que nada e ninguém pode descaracterizar aquilo que nasceu da vontade de Deus. Parabéns Paranaguá! Além de ser a “cidade mãe do Paraná”, ainda pode ostentar, orgulhosamente, o título de “capital da fé” dos paranaenses. Deus abençoe a todos. Anote na sua agenda todos os dias 15, DIA DO ROCIO, e passe pelo Santuário para contemplar as belezas desse lugar.

Pe. Dirson Gonçalves, CSsR

Reitor do Santuário

[email protected]

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