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Semeando Esperança

Gratidão, coragem, empenho e louvor!

O 4.º Domingo da Páscoa na Liturgia Romana toma do Evangelho o nome do Bom Pastor

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O 4.º Domingo da Páscoa – que na Liturgia Romana toma do Evangelho o nome do Bom Pastor – por decisão do Papa Paulo VI, tornou-se o Dia mundial de Oração pelas Vocações, desde 1964. O Papa Francisco, fiel a essa tradição, escreveu a Mensagem para esse dia, dirigindo-a a todo o Povo de Deus, a partir daquela “experiência singular que sobreveio a Jesus e a Pedro durante uma noite de tempestade no lago de Tiberíades (Mt 14,22-33)”. A travessia do lago é imagem da “viagem da nossa existência”. Chamados a seguir Jesus Cristo, os discípulos precisam decidir “passar à outra margem, optando corajosamente por abandonar as próprias seguranças e seguir os passos do Senhor. Esta aventura não é tranquila: cai a noite, sopra o vento contrário, o barco é sacudido pelas ondas, e há o risco de sobrepor-se o medo de falhar e não estar à altura da vocação”. Quando o Senhor nos chama para segui-lo, abraçando o matrimônio, o sacerdócio ordenado ou a vida consagrada “muitas vezes a primeira reação é constituída pelo «fantasma da incredulidade»: não é possível que esta vocação seja para mim; trata-se verdadeiramente da estrada certa?” Para iluminar a vida nessa “travessia vocacional”, quatro atitudes se fazem presentes: gratidão, coragem, empenho e louvor.

Gratidão. “Toda vocação nasce daquele olhar amoroso com que o Senhor veio ao nosso encontro, talvez mesmo quando o nosso barco estava à mercê da tempestade. Mais do que uma escolha nossa, a vocação é resposta a um chamado gratuito do Senhor; por isso conseguiremos descobri-la e abraçá-la, quando o nosso coração se abrir à gratidão e souber reconhecer a passagem de Deus pela nossa vida”.

Coragem. Jesus tranquiliza os discípulos com uma palavra, a qual “deve acompanhar sempre a nossa vida e o nosso caminho vocacional: «Coragem! Sou Eu! Não tenham medo!» (Mt 14,27). (…) O Senhor sabe que uma opção fundamental de vida – como casar-se ou consagrar-se de forma especial ao seu serviço – exige coragem”.

Empenho. “A fé na presença de Jesus que vem ao nosso encontro e nos acompanha também quando o mar está revolto, liberta-nos daquele desânimo interior que nos bloqueia impedindo-nos de saborear a beleza da vocação. (…) Toda vocação requer empenho. O Senhor chama-nos, porque nos quer tornar, como Pedro, capazes de “caminhar sobre as águas”, isto é, colocar nossas vidas ao serviço do Evangelho, nas formas concretas que Ele nos indica cada dia e, de modo especial, nas diferentes formas de vocação laical, presbiteral e de vida consagrada”.

Louvor. Por fim, Jesus subiu no barco. “Ele ordena aos ventos contrários que se calem, e então as forças do mal, do medo, da resignação deixam de ter poder sobre nós. (…) Jesus está ao nosso lado e, se o reconhecermos como único Senhor da nossa vida, ele estende-nos a mão e agarra-nos para nos salvar. E então a nossa vida, mesmo no meio das ondas, abre-se ao louvor”.

A oração neste Dia de Oração pelas Vocações poderá abrir “brechas no coração de todos os fiéis, para que cada um possa descobrir com gratidão o chamado que Deus lhe dirige, encontrar a coragem de dizer «sim», vencer a fadiga com a fé em Cristo e finalmente, como um cântico de louvor, oferecer a própria vida por Deus, pelos irmãos e pelo mundo inteiro”.