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Paraná Produtivo

Muffato em Cambé

O grupo Muffato confirmou que vai aplicar R$ 29 milhões na adaptação do centro de distribuição que atende a rede, em Cambé

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O grupo Muffato confirmou que vai aplicar R$ 29 milhões na adaptação do centro de distribuição que atende a rede, em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina, na Região Norte. Os recursos são para melhorar a logística e o armazenamento, com a criação de uma área exclusiva para o comércio eletrônico. A iniciativa vai gerar 200 empregos diretos. O anúncio foi feito na última terça-feira, 15, pelo diretor do grupo, Eduardo Muffato, em reunião com o governador Ratinho Junior. O Grupo Muffato é a quarta maior rede de supermercados do País, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com 66 lojas entre varejo (Super Muffato) e atacarejo (Max Atacadista), o grupo tem 16 mil colaboradores diretos, além de gerar 10 mil empregos indiretos.


Também em indústria

Além do centro de distribuição, a rede está erguendo uma indústria de alimentos que vai gerar 650 empregos diretos também em Cambé. O investimento é de R$ 170 milhões. A obra será erguida em duas etapas. A primeira, com foco no processamento de proteína animal, tem previsão para ficar pronta ainda neste ano. A segunda, para processamento de proteína vegetal, começa a sair do papel logo em seguida, com finalização para o segundo semestre de 2021. Ao fim da construção, a estimativa do Muffato aponta a abertura de 3 mil empregos diretos.


Colheita de trigo

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020 de trigo no Paraná atinge 23% da área cultivada de 1,113 milhão de hectares. Ela deve crescer 8% frente aos 1,028 milhão de hectares plantados em 2019. Conforme o Deral, as lavouras seguem piorando de qualidade. Nesse momento, 62% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 28% em situação média e 10% em condições ruins. A produção de trigo deve atingir 3,474 milhões de toneladas, 62% acima das 2,140 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A produtividade média é estimada em 3.122 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Ceará colhe trigo

A primeira colheita de trigo realizada no Ceará gerou resultados considerados surpreendentes. Foram produzidas nove toneladas do cereal, com uma produtividade média de 1,6 tonelada por hectare. O plantio no estado, que ainda está em fase experimental é resultado de uma parceria entre iniciativa privada e a Embrapa. Uma das vantagens da produção no estado nordestino foi o tempo curto entre o plantio e a colheita. O ciclo de produção no Ceará teve uma duração de apenas 75 dias, enquanto nas principais regiões produtoras do Brasil o ciclo entre plantação e colheita ocorre entre 140 e 180 dias. Hoje, o Nordeste importa quase 100% do trigo que consome, proveniente da Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Canadá e Rússia, além de importar de outras regiões do Brasil.


Mais caminhões em 2020

Em 2020, de janeiro a agosto, cerca de 350 mil caminhões passaram pelo porto de Paranaguá. O número é 24% maior que nos primeiros oito meses de 2019, quando foram pouco mais de 293 mil veículos recebidos. Os caminhoneiros, que não pararam durante a pandemia de covid-19, são responsáveis por 84% da movimentação de produtos que chegam ou saem pelo porto paranaense. Em abril, o Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá chegou a receber 58.499 caminhões. Três mil veículos acima do recorde anterior, de 55.835, em março deste ano. Com a supersafra de soja, o trabalho dos caminhoneiros garantiu a manutenção das atividades portuárias e os recordes na exportação de grãos.


México na liderança

Impulsionadas pela isenção de tarifas do acordo de livre comércio da América do Norte, as exportações de suco de laranja do México com destino aos Estados Unidos derrubaram a liderança do suco brasileiro no mercado americano. Enquanto o México possui isenção de tarifas para enviar o produto para lá, o suco brasileiro é taxado para acessar o mercado. O diretor-executivo da Citrus Br Ibiapaba Neto afirma que ao ano isso deve custar ao Brasil em torno de U$ 200 milhões e, apesar do governo brasileiro ter interesse em fazer acordos comerciais com os Estados Unidos, processo ainda deve demorar. “Muito dinheiro que acaba sendo transferido para outro mercado em função de ausência de diplomacia comercial entre Brasil ou Mercosul com os EUA”, diz.


Turismo internacional

O número de turistas estrangeiros caiu 65% entre janeiro e junho de 2020, com 440 milhões de viajantes a menos em comparação com o mesmo período do ano anterior, devido ao impacto da pandemia causada pelo novo Coronavírus, segundo dados divulgados na última terça-feira, 15, pela Organização Mundial do Turismo (OMT). De acordo com o Barômetro do Turismo Mundial da OMT, na primeira metade deste ano foi registrada uma “queda sem precedentes” no setor devido ao fechamento de fronteiras adotado por muitos países, além de outras medidas implementadas para conter o avanço de covid-19 que restringiram viagens, principalmente as internacionais. As estatísticas indicaram, ainda, que, apenas em junho, o número de turistas despencou 93% em comparação com o mesmo mês de 2019.



Turismo brasileiro

A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) estima que o setor do turismo desde o início da pandemia perdeu R$ 182 bilhões. Nesse período entre março e agosto, a associação também estima a perda de cerca de 446 mil postos formais de trabalho. A associação mantém a expectativa de que o setor alcance os níveis de faturamento pré-pandemia apenas no terceiro trimestre de 2023. Neste ano, a tendência é que receita do turismo encolha 37,2%. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre março e julho de 2020, a força de trabalho formal do turismo encolheu 12,8% – a maior queda em relação a outros setores da economia. Mais de 446 mil postos formais de trabalho foram perdidos.


Sistema Pix

O Banco Central anunciou na última segunda-feira, 14, que está desenvolvendo a opção de saques nos estabelecimentos comerciais por meio do Pix. O sistema, que deve ser implementada em novembro, permite que pessoas e empresas possam fazer transferências de valores e pagamentos de forma instantânea. “O Banco Central está desenvolvendo um projeto para possibilitar a realização de saques nos estabelecimentos comerciais, utilizando o Pix, o pagamento instantâneo brasileiro, que será lançado em novembro”, diz no perfil oficial da entidade no Twitter. A opção está programada para ser lançada no segundo semestre de 2021. Anunciado no início do ano, o Pix é um novo sistema instantâneo que realiza pagamentos em menos de 10 segundos, a qualquer momento do dia, incluindo feriados e finais de semana.


Exportações de café

Países árabes compraram 2,8% mais café do Brasil no acumulado de 2020 frente ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume adquirido de janeiro a agosto deste ano foi de 1,17 milhão de sacas de 60 quilos de café. Já a receita teve queda de 8% e totaliza US$ 123,9 milhões nos oito primeiros meses de 2020. A participação do bloco árabe como destino do café brasileiro teve uma pequena alta no mesmo comparativo, passando de 4,2% para 4,5%. O volume exportado pelo Brasil no acumulado do ano foi de 26,4 milhões de sacas, segundo maior volume embarcado para o período nos últimos cinco anos. A receita cambial gerada com as exportações totais de janeiro a agosto foi de US$ 3,4 bilhões.

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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