Sob a Ótica Maçônica

Desistir? Nunca!

E nem por isso me aposentei da cana-de-açúcar

grande oriente parana

Por Fonseca.R

Desistir é fácil. Tão fácil que muita gente faz isso antes mesmo de começar. Há quem desista com entusiasmo e com argumentos. “Ah, isso não é para mim”, “Não nasci para isso”, “Já tentei uma vez e não deu certo”. Sim, claro. Também já tentei assobiar e chupar cana. Não consegui. E nem por isso me aposentei da cana-de-açúcar.

O problema da desistência é que ela tem um quê de conforto. O sujeito desiste e, pronto, não se frustra mais. O risco de fracasso passa longe. Mas, cuidado: junto com o fracasso, vai embora o sucesso também. E, pior, some a possibilidade de descobrir do que você é feito. Porque, acredite, ninguém se conhece de verdade até tentar construir um castelo com duas mãos, três pedras e um monte de gente dizendo que vai desabar.

A perseverança, veja bem, é quase um esporte radical. Envolve suor, cansaço e o risco constante de dar tudo errado. Mas também envolve o direito de sonhar. Mesmo quando tudo parece muito mais um pesadelo.

A vida, como sabemos, não é um comercial de margarina. É mais parecida com um café forte e sem açúcar, servido às sete da manhã por alguém que não gosta muito de você. E, nesse cenário, quem sobrevive é quem insiste. Quem acorda, toma o café amargo, sacode a poeira (que é muita) e vai em frente.

Claro, vai haver sempre o “especialista” que dirá: “Desiste, isso não vai dar certo”. Muitas vezes é o mesmo sujeito que não tentou nada na vida, e por isso, acha que tem autoridade para ensinar a falhar. Outros vão aconselhar cautela, prudência, moderação. Tudo sinônimo chique para “não faça nada”. Desistir, aliás, é o esporte preferido dos que nunca suaram por nada.

Mas a verdade é que, no meio da caminhada, sempre tem um momento em que parece que tudo vai desabar. Aí a gente pensa: Para que continuar? ”. E é justamente aí que se deve continuar. Porque talvez, veja bem, talvez o sucesso esteja logo depois da próxima esquina. E se você parar agora, nunca vai saber. Vai ficar para sempre com aquela sensação de “e se? ”. E “e se? ” é um fantasma que adora visitar insônia.

Persistir é uma arte. Não é só sobre insistir. É sobre acreditar. Mesmo quando o espelho diz “você está cansado”, mesmo quando o saldo bancário grita “desista! ”, mesmo quando o mundo parece preferir que você fracasse, talvez só por diversão.

E, no fim, mesmo que não dê certo (porque sim, às vezes não dá), vale a tentativa. Porque ao menos você tentou. Porque sua luta pode virar exemplo para alguém que estava prestes a jogar tudo pro alto. Porque o mundo já está cheio de gente que não fez nada, e não precisa de mais um.

Então, da próxima vez que pensar em desistir, lembre-se: se fosse fácil, já teria virado tutorial no YouTube. Sonho bom é aquele que dá trabalho. E se dá trabalho, dá gosto.

Desistir? Só se for de desistir. 

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Grande Oriente do Paraná

Sereníssimo Grão-Mestre – Vladimir Pires Martins

G. Secretaria de Comunicação e Imprensa – Luís Fernando da Silva Dias


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