Sob a Ótica Maçônica

Afinal, quem é você???

Por Fonseca.R

grande oriente parana

Você já parou para pensar em quantas versões de você existem por aí? Pois é… a gente vive achando que se conhece bem, mas a verdade é que, na prática, somos vários “eus” convivendo ao mesmo tempo. E nem sempre eles se entendem.

Tem, primeiro, o jeito que você acha que é. É aquela imagem que você faz de si mesmo, baseada no que viveu, no que sente, no que acredita. Às vezes, você se vê como uma boa pessoa, esforçada, tranquila… ou então como alguém que precisa melhorar em mil coisas. Só que essa imagem, no real, é cheia de filtros. Filtros de medo, de orgulho, de insegurança.

Depois tem como você gostaria de ser. Ah, esse aí, é o “você ideal”. Mais bem-sucedido, mais leve, mais confiante, mais tudo. É aquela versão que vive na sua cabeça e que, muitas vezes, te move. Mas também pode te frustrar, porque parece que ela nunca chega. É como correr atrás da própria sombra.

Tem também a versão que os outros veem. E essa muda o tempo todo, dependendo de quem está olhando. Tem gente que te vê como exemplo, tem quem te ache meio arrogante, outros te acham engraçado, inteligente, fechado, simpático… Cada um vê o que quer, ou o que consegue ver. E, convenhamos, muita gente só enxerga o que já espera encontrar.

E, por fim, tem aquela pergunta clássica: quem você realmente é? Essa é difícil, hein? Porque esse “você real” não é fixo. Ele muda com o tempo, com os tombos, com as vitórias, com as pessoas que passam pela sua vida. É um “você” em constante construção. E talvez ninguém, nem você, consiga entender totalmente quem ele é.

Então, qual dessas versões a gente deve assumir?

Talvez,nenhuma. Ou melhor, talvez um pouco de todas. O que faz mais sentido é tentar construir uma quinta versão: aquela que é consciente das outras quatro, mas que escolhe viver com mais autenticidade. Um “você” que reconhece seus defeitos, que não se sabota tanto, que encara a vida com mais leveza, mas sem perder o foco em crescer.

Essa quinta versão não nasce pronta. Ela se constrói aos poucos, com autoconhecimento, com escuta, com erros e acertos. É você se perguntando todos os dias: “O que faz sentido para mim hoje? ” E tendo coragem de ajustar a rota quando perceber que está vivendo um personagem que não te representa mais.

No fim das contas, talvez a pergunta certa não seja “Quem sou eu? ”, mas sim: “Quem eu estou me tornando? ” Porque ser você mesmo não é um destino. É uma jornada.  

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Grande Oriente do Paraná

Sereníssimo Grão-Mestre – Vladimir Pires Martins

G. Secretaria de Comunicação e Imprensa – Luís Fernando da Silva Dias


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