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Paraná Produtivo

Fundação Araucária

O ano em que a Fundação Araucária (FA) completou 20 anos de história também foi um dos mais difíceis no mundo por conta da pandemia da Covid-19

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Exportações de grãos

O ano em que a Fundação Araucária (FA) completou 20 anos de história também foi um dos mais difíceis no mundo por conta da pandemia da Covid-19. Enquanto muitos setores tiveram que parar suas atividades, a atuação da FA se fez ainda mais necessária no fomento à ciência, tecnologia e inovação. Em 2020, foram lançadas 21 Chamadas Públicas e concedidas 4.177 bolsas de pesquisa e extensão. Foram disponibilizados R$ 59,1 milhões – R$ 30,7 milhões da Fundação Araucárias e R$ 28,4 milhões de parceiros. Seguindo uma orientação do Governo do Estado, foi priorizado o fomento à pesquisa e ações de combate ao novo coronavírus. Uma grande chamada pública foi lançada em parceria com a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com a supervisão da Secretaria de Estado da Saúde e com o apoio da Itaipu Binacional.

Contratos do BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou em 2020, no Paraná, aumento de 34% no valor dos contratos com o setor de comércio e serviços, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Estado obteve saldo positivo de 33.615 vagas com carteira assinada, entre janeiro e outubro. Para o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley, estes recursos foram fundamentais para a retomada da economia do Estado com a contratação de mais mão de obra, abertura de novos empregos e geração de renda. Ele destaca que o BRDE bateu recordes em investimentos no ano de 2020. “Nós recebemos uma demanda de 2.735 pedidos de financiamentos de janeiro a dezembro de 2020, sendo 1.040 delas requisições concentradas de 23 de março a 9 de abril”, explica Bley.

Investimentos da Copel 

A Copel investiu R$ 511 milhões ao longo de 2020 no segmento de geração e transmissão de energia. Os recursos foram aplicados em obras de novas usinas, linhas de transmissão e subestações de energia e, também, em ampliações, reforços e modernização de instalações já existentes. Uma fatia expressiva desses investimentos, cerca de R$ 130 milhões, foi destinada às obras de implantação da linha de transmissão que vai conectar as subestações Curitiba Leste e Blumenau (SC), reforçando o sistema elétrico da região Sul do Brasil. A linha terá 144 quilômetros de extensão e vai operar em 525 mil volts (kV). A implantação envolveu a montagem de 279 estruturas metálicas para sustentação de 1.728 quilômetros de cabos elétricos e deve ser finalizada no início de 2021. Outro projeto que avançou em 2020 é a recapacitação da linha de transmissão que conecta Londrina e Ibiporã, em 230 kV. 

Programa Agro 4.0 

Duas cooperativas paranaenses estão entre as três selecionadas no edital do Programa Agro 4.0, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI): a Cocamar, de Maringá, e a Lar, de Medianeira. A outra é a Cotrijal, de Não-Me-Toque (RS). Os projetos das coops fazem parte de uma lista com 14 ideias que envolvem a adoção e a difusão de tecnologias 4.0 que vão receber um investimento total de R$ 4,8 milhões. Ao todo, 100 propostas foram inscritas. A Cocamar foi selecionada na Categoria Processamento; a Lar e a Cotrijal estão listadas na Categoria Produção e Colheita. Mais detalhes no site da ABDI: abdi.com.br

Novos leilões no porto

A empresa pública Portos do Paraná abriu consulta para os leilões de arrendamento das áreas PAR32 e PAR50, no Porto de Paranaguá. Os certames devem acontecer no primeiro semestre de 2021, com investimentos totais de R$ 367,6 milhões. A consulta teve início na última quarta-feira, 30, e será encerrada no dia 29 de janeiro de 2021. Os leilões serão realizados pela autoridade portuária paranaense e os procedimentos prévios são realizados com apoio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada ao Ministério da Infraestrutura. 

Locais de arrendamento

A PAR32 é uma área de aproximadamente 6.6 mil metros quadrados, destinada a movimentação de carga geral, em especial açúcar ensacado. O espaço já conta com estrutura, no berço de atracação 205. O prazo de arrendamento é de 10 anos, prorrogáveis a critério do poder concedente. Já a PAR50 é para operação de granéis líquidos, com área total de 85.392 metros quadrados, junto ao píer de inflamáveis. O arrendamento prevê instalações de armazenagem de uso misto, com 18 tanques verticais já instalados e capacidade total de aproximadamente 70.181 m³, além de sistemas de tubulações, bombeamento, áreas administrativas e de utilidades. O prazo de arrendamento é de 25 anos, também possível de prorrogação. 

Produção de frango

O mercado brasileiro de frango deve registrar maiores volumes de produção e de exportação em 2021. O crescimento é estimado, respectivamente, em 3,2% e 5,3% frente ao ano passado, segundo projeções de consultoria Safras & Mercado. O analista Fernando Iglesias salienta, porém, que diferentemente da carne bovina e suína, a avicultura possui uma menor dependência em relação à China. “Com bons volumes exportados das proteínas concorrentes a este destino, a carne de frango ganhou a preferência do consumidor médio em 2020 e esse quadro não deve mudar muito no próximo ano”, sinaliza. Iglesias entende que um dos pontos de preocupação da avicultura para o início do próximo ano está na dificuldade para o abastecimento de milho, como consequência da menor área de verão cultivada no Centro-Sul do Brasil e da estiagem registrada em regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Conta salgada

O Tesouro Nacional começa 2021 com uma fatura trilionária a ser paga aos investidores. A dívida que vence este ano já somava R$ 1,31 trilhão no fim de novembro, valor que deve crescer com a incorporação de mais juros. O desafio chega num ano decisivo para ditar os rumos das reformas consideradas essenciais para o equilíbrio fiscal do País – e, consequentemente, para a capacidade de pagar toda essa dívida no futuro. Nos últimos meses, o governo precisou se endividar mais para bancar o aumento das despesas para combater o covid-19. A combinação da maior necessidade de financiamento com a aversão ao risco dos investidores, turbinada pela desconfiança em relação à continuidade do processo de ajuste fiscal no Brasil, levou o Tesouro a concentrar boa parte das emissões em títulos de prazo mais curto.

Preço do frango

O frango abatido encerrou 2020 sem ver o mercado registrar o dinamismo que, tradicionalmente, marcava o período de Festas registrando em dezembro o mais fraco resultado do corrente trimestre, com um valor médio muito próximo do observado em setembro passado. A média anual foi de R$4,58/kg – valorização de menos de 8% sobre os R$4,25/kg alcançados em 2019. É um recorde, pois nunca foram atingidos preços tão elevados quanto os de 2020. Mas perde o significado frente à evolução dos custos de produção e aos custos adicionais surgidos com a necessidade e a obrigatoriedade de implantação de medidas para o enfrentamento do covid-19. 

Custo alto

O primeiro semestre do mercado de frango foi fechado com um valor médio inferior ao do mesmo período de 2019 com queda de 5%. No segundo semestre com a retomada parcial da economia se voltou a registrar variação anual positiva nos preços do setor. Porém, a vantagem obtida no período – aumento inferior a 20% em relação ao mesmo semestre de 2019 – continuou insuficiente para cobrir o custo de produção que, apenas no segundo semestre, experimentou aumento anual em torno de 35%.

Mercado do boi gordo

O preço do boi gordo no indicador Cepea fechou dezembro de 2020 com valorização de quase 30% se comparado ao mesmo mês de 2019. A arroba que era negociada a R$ 206,95 em 2019, passou a ser negociada a uma média de R$ 267,15 em dezembro de 2020. “O mercado se deparou com uma demanda bastante aquecida, destinada ao mercado chinês. O cenário não foi tão positivo para os frigoríficos que dependiam apenas do mercado doméstico, já que a margem operacional foi bastante deteriorada, o que levou a um movimento de tentativa de baixar os preços do boi gordo, a partir da segunda quinzena de novembro”, diz o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias. 

Perspectivas para 2021

Segundo o analista Fernando Iglesias, para 2021 a oferta de boi gordo seguirá bastante restrita, seguindo os passos de 2020. “Para 2021, a perspectiva é de uma oferta ainda bastante restrita no primeiro trimestre, ainda impacto da seca prolongada do segundo semestre de 2020, que afetou a qualidade das pastagens e retardou o desenvolvimento dos animais, que só estarão aptos ao abate no final do segundo trimestre do ano”, diz. afetou a qualidade das pastagens e retardou o desenvolvimento dos animais, que só estarão aptos ao abate no final do segundo trimestre do ano”, diz.

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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