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Maçonaria

A Maçonaria e a Independência do Brasil

A fermentação para produzir a Independência começa a tomar corpo com a Revolução Liberal do Porto em 1820

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A fermentação para produzir a Independência começa a tomar corpo com a Revolução Liberal do Porto em 1820. Portugal queria recolonizar o Brasil, retomando o Pacto Colonia. D. João IV é a corte é obrigada a voltar para Portugal em 26 de abril de 1821.

D. Pedro fica no Brasil com esperança de que o pai acalmasse os portugueses e mantivesse a união do Império Português. Tendo sido nomeado por ele em 22 de abril de 1821 regente do Brasil e seu lugar-tenente.

Em 29 de setembro de 1821 as Cortes Portuguesas exigem o regresso de D. Pedro a Portugal e anulam quase todas as leis anteriores que igualavam o Brasil a Portugal, tendo esta informação somente chegado ao Brasil em 9 de Dezembro de 1821.

Em 1822, a maçonaria brasileira estava dividida em duas grandes facções. Ambas eram favoráveis à independência, mas uma delas, liderada no Rio de Janeiro pelo advogado Joaquim Gonçalves Ledo e o cônego Januário Barbosa, defendia ideias republicanas. A outra, de José Bonifácio de Andrada e Silva, acreditava que a solução era manter D. Pedro como imperador em regime de monarquia constitucional. Esses dois grupos disputaram o poder de forma passional, envolvendo prisões, perseguições, exílios e expurgos. Havia ainda grupos mais extremados, que se batiam não só pela república, mas também pela federação e admitiam até uma eventual fragmentação territorial, caso de frei Joaquim Divino do Amor Divino Caneca, o Frei Caneca, líder e mártir da Confederação do Equador de 1824.

Nessa altura dos acontecimentos, a saída pela defesa da independência começava a ganhar  força nas elites brasileiras, embora ainda fosse do desejo de muitos encontrar um caminho que conciliasse os interesses de Brasil e Portugal. A atuação das Cortes, por sua vez, selou o caminho e conseguiu unificar a maioria das províncias brasileiras pela  independência.

Em maio de 1822, ficou decidido que as ordens enviadas por Portugal só teriam validade  no Brasil por meio da aprovação pessoal de d. Pedro, e isso ficou conhecido como o Cumpra-se. Em junho foi convocada uma Assembleia Constituinte, com a intenção de elaborar uma Constituição para o Brasil.

As notícias trazidas de Portugal e a decisão dessa sessão extraordinária foram enviadas para D. Pedro. O regente estava em viagem para São Paulo, e o mensageiro chamado Paulo Bregaro alcançou a comitiva do regente em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga. Ao inteirar-se da situação, o regente, supostamente, realizou o grito da independência, também conhecido como Grito do Ipiranga.

Yassin Taha

Dep.Federal GOB