Por Fonseca.R
Dizem que família é coisa de sangue. Bobagem. Se fosse assim, o mundo estaria cheio de vampiros felizes. Família, meus caros leitores, é muito mais simples e infinitamente mais complexo: é um grupo de pessoas que resolveu dividir não apenas o mesmo teto, mas sonhos, pesadelos, contas de luz e aquela eterna discussão sobre quem esqueceu de comprar o pão.
Ser família significa aceitar que o amor não precisa de certidão de nascimento para existir. Uma criança adotada, um casal que se escolheu, amigos que viraram irmãos, todos eles provam que o parentesco do coração é mais forte que qualquer DNA. É como dizia minha avó, que aliás não era minha avó biológica: “Parente é quem aparece quando você precisa, não quem aparece no seu exame de sangue.”
Mas atenção: família não é democracia. É uma espécie de monarquia afetiva onde todos são reis e servos ao mesmo tempo. Cada membro herda não apenas bens materiais, mas principalmente valores, manias, trejeitos e aquela receita secreta de bolo que ninguém consegue reproduzir direito. Depois tem a obrigação sagrada de transmitir tudo isso adiante, como numa corrente do bem que nunca se rompe.
Como toda planta, a família precisa de cuidados diários. Não adianta regar só quando ela está murchando. É conversa na mesa, é perguntar como foi o dia, é suportar aquela série que só o adolescente da casa entende. É tempo investido sem pressa de colher resultados imediatos.
O problema é que muitas famílias hoje andam funcionando como empresas falidas: cada um por si e Deus contra todos. E aí, meus amigos, o buraco é mais embaixo. Porque família disfuncional produz cidadão disfuncional, que produz sociedade disfuncional. É matemática simples: se a célula-mãe está doente, o organismo todo adoece.
A família é o primeiro Estado que conhecemos, a primeira escola, a primeira igreja. É onde aprendemos as regras básicas da convivência humana. Ou onde, infelizmente, alguns aprendem que podem fazer o que bem entendem sem consequências. Por isso, cuidar da família não é apenas um ato de amor. É um ato político, um investimento no futuro da humanidade.
Grande Oriente do Paraná
Sereníssimo Grão-Mestre Vladimir Pires Martins
Grande Secretaria de Comunicação e Imprensa: Luís Fernando da Silva Dias
Acompanhe nossas mídias:
Site do GOP: https://gop.org.br/
Instagram: @grandeorientedoparana




