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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

EPOPEIA NAVAL

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Francisco César da Costa Mendes (1860 a 1927) nasceu em Paranaguá, Paraná Filho de Luiz Fortunato Costa Mendes e América Lobo da Costa. Casou com Alcina Dias da Matta e Silva, em 11 de outubro de 1883, desta união nasceu Eunice. Viúvo, casou com Angelina Carneiro Mendes, nasceram Elda, Sylvio e Renato (General do Exército Brasileiro) e seu neto Francisco César da Costa Mendes (CMG da Marinha). 

Ingressou na Marinha em 22 de fevereiro de 1877, em 1910 foi Diretor da Revista Marítima Brasileira, Biblioteca, Museu e Arquivo da Marinha no Rio de Janeiro. Em 1893 Costa Mendes aderiu à Revolta da Armada, subordinado ao Almirante Custódio de Mello, comandando o Navio “Urano”. Um episódio histórico ocorreu quando quatro navios da armada sublevada cruzam as linhas inimigas na Baía da Guanabara. 

O navio comandado por Costa Mendes foi o primeiro a ser atingido pelo fogo inimigo, de um lado a Fortaleza de Santa Cruz e de outro a Fortaleza da Lage, no centro o canal, protegido com 300 bocas de fogo. Às três horas da madrugada de 14 de outubro de 1893, o bravo e intemerato Parnanguara Costa Mendes investe a toda máquina de encontro às linhas inimigas e consegue o quase impossível, rompe o cerco sob o intenso canhoneio das Fortalezas. 

O navio foi atingido por vários projéteis, que explodiram a praça de máquinas de ré, matando muitos marinheiros, ferindo outros gravemente e inutilizando uma das caldeiras. O marinheiro Braga mesmo ferido com gravidade isolou a caldeira avante, evitando que o navio ficasse à deriva. 

Mesmo com grandes avarias e a perda dos marinheiros, Costa Mendes consegue navegar até a Ilha do Desterro, hoje Florianópolis, sede do governo provisório, cumprindo com denodo a missão. Em 23 de agosto de 1895, na cidade de Pelotas, o Presidente Prudente de Morais selou um acordo de paz, sendo Costa Mendes e outros oficiais anistiados pela participação na Revolta da Armada. 

Foi reformado em 1913 e em seguida trabalhou na Companhia Lloyd Brasileiro, no comando do navio “Bagé, transportou o hidroavião “Fairey 16” para Penedos, São Pedro e São Paulo para socorrer os aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Costa Mendes foi agraciado pelo governo de Portugal com as Comendas Ordem de Cristo e Ordem de Avis por este feito. 

Paulo Roberto Soares da Silva

Pesquisador

Sócio Correspondente do IHGP

Referência: PARA A HISTÓRIA: esboço de uma epopeia naval. O Estado, Desterro, ano 11, v.1 n. 353, 21 fev. 1894.3, p.3, DPHDM.

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