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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

Desenvolvimento econômico de Paranaguá

Os primeiros povoadores viviam rudemente em ranchos próximos aos garimpos e depois foram avançando ao longo dos rios

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Os primeiros povoadores viviam rudemente em ranchos próximos aos garimpos e depois foram avançando ao longo dos rios, escalaram morros procurando o ouro. Praticavam a agricultura de subsistência com plantações de arroz, mandioca, feijão, milho e banana; caça, pesca, frutos e raízes eram os suportes da economia (Freitas, 1994).Na Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, desde 1578 se trabalhava nas minas de ouro, as primeiras existentes no Brasil Colônia (Romanel e Scherner, 2008). 

Consta nos apontamentos de Nivaldo Braga (1886) que no ano de 1697 estabeleceu-se em Paranaguá a Real Casa de Fundição de Quintos d’Ouro, situada na Rua do Collegio, para fundir o ouro extraído das minas de Paranaguá, Morretes, Curitiba, São José dos Pinhais, Campos Gerais, entre outros lugares. Antes o ouro era beneficiado nas oficinas de Iguape ou do Rio de Janeiro, assim, a Câmara Municipal de Paranaguá, atendendo ao pedido da população, criou a Fundição de Quintos Paranaguenses, a terceira existente na costa do Brasil.

Em 1768 com a ampliação do antigo Caminho do Itupava, para permitir a passagem de pesados canhões desembarcados em Paranaguá, tornou possível também a utilização de animais para transporte de mercadorias do planalto em direção a Paranaguá. Os produtos transportados do planalto eram erva mate, couro, milho e oriundos do litoral seguiam carregamentos de sal, bebidas, louças e outros utensílios provenientes da Europa.

Por volta de 1870 Paranaguá tinha 7 ferrarias, 2 marcenarias, 5 engenhos de serrar, 12 de socar e 10 de moer e fabricação de aguardente.

A madeira de lei explorada no estado era exportada pelo Porto de Paranaguá. Eram registradas as espécies: imbuia, canela preta, sassafrás, carvalho, araribá e peroba (Romanel e Scherner, 2008).

A localização geográfica favorável tornou Paranaguá um importante ponto comercial. Tanto no atracadouro natural do Rio Itiberê, quanto no Porto Dom Pedro II, a movimentação comercial de embarque e recebimento de mercadorias contribuiu para o desenvolvimento do Paraná.

Carla Cristina Tonetti Zaleski

IHGP – Diretora de Geografia