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Colunistas

A mestra

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Lembro que a Escola de Aplicação, nas dependências da Escola NORMAL, para nós era um palácio. Minha turma era mista: meninos e meninas; ricos e pobres. Dos meninos fui um dos mais aplicados, tanto é que fui escolhido para ler em público a homenagem ao Dia da Árvore.  A Professora deu-me um papel e mandou ler inúmeras vezes em casa para que, no dia seguinte, saísse tudo perfeito. Li tanto que decorei. Amassei o papel e joguei no lixo. Na hora da solenidade fui chamado à frente e a Professora ao meu lado, preocupada, perguntou: trouxe o papel? Ao que respondi: decorei e joguei fora. 

Todos os que se apresentaram o fizeram com papel na mão.  Só eu o fiz    sem qualquer ajuda e fui abraçado pela Professora pela autoconfiança demonstrada. Nesse mesmo instituto fiz admissão ao Ginásio e fui aprovado com nota superior. No Ginásio fui bem o primeiro e o segundo ano, mas quando chegou na terceira série, entrei em parafuso, tendo repetido por três vezes. Aqui começa a homenagem àquela Professora que me deu aulas particulares nos três anos e mesmo assim eu não consegui ser aprovado. Matemática, era o dragão.

Todos os alunos que ficaram em segunda época eram aprovados com as aulas particulares ministradas por essa mestra. Ela não entendia a razão daquele aluno ter repetido por três anos consecutivos a mesma série, mesmo com aulas particulares. Ninguém entendia, nem eu. Voltei a estudar à noite e cheguei até o segundo ano do Científico, vindo a concluir os estudos em outro Estado. Dito isso, rendo meu preito a uma das mais talentosas professoras que passaram pelo Instituto de Educação. Trata se de uma mulher valorosa, virtuosa e de valores morais inatacáveis. Ester Dipp dos Santos Azevedo sinta-se homenageada no Dia Internacional Mulher, pois fostes um exemplo de mestra

Stalin Grego Venet

Diretor de Patrimônio do IHGP