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Segurança

Criminalidade assusta taxistas de Paranaguá

Festividades e dias de “balada” são as datas em que os criminosos mais agem nos assaltos aos taxistas

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Presidente da Associação dos Taxistas afirma que semanalmente profissionais são assaltados 

Uma das profissões mais expostas à criminalidade é a do taxista, que diariamente atende dezenas de clientes que chegam aos táxis pelos pontos ou através de chamadas telefônicas, sendo impossível distinguir quem é um passageiro normal ou quem é um potencial assaltante. Segundo o presidente da Associação dos Taxistas de Paranaguá, Maickon Athanazio de França, semanalmente tem sido frequente o registro de assaltos aos motoristas profissionais em Paranaguá, principalmente por falsos clientes, que na verdade são criminosos. Tudo começa como uma corrida normal, principalmente nos pontos de táxi espalhados pela cidade, no entanto, no destino final do passageiro, é dada voz de assalto e o taxista é obrigado a repassar todo o seu dinheiro para o criminoso sob ameaça de arma de fogo ou violência. 

“Em todas áreas temos dificuldades com os assaltos. Não sabemos quem é o nosso cliente, quem pegamos no carro, tanto pessoas bem vestidas, quanto mal trajadas, podem nos oferecer risco de assalto”, explica o presidente da Associação dos Taxistas. Ele pede mais segurança e investimento na Polícia Militar, destacando que há necessidade de um trabalho conjunto com a Guarda Civil Municipal (GCM), que, segundo ele, apresenta um grande contingente e investimento em viaturas em Paranaguá, intensificando rondas conjuntas em Paranaguá. Segundo Maickon, o assalto normalmente é realizado nos pontos de ônibus, onde o assaltante, se disfarçando de cliente, pega o táxi e dá voz de assalto no final da corrida. “Além disso, há o problema de criminosos que carregam qualquer coisa e em abordagem policial dizem que o item ilícito é do taxista”, explica.

Presidente da Associação dos Taxistas de Paranaguá, Maickon França, afirma que "botão do pânico", reforço conjunto da PM e GCM e aumento nas câmeras de monitoramento podem reduzir insegurança dos motoristas profissionais

Segundo o presidente, uma ideia dele que foi repassada também ao Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) é o “Botão do Pânico” para taxistas, que poderia ser na forma de um aplicativo, em que, quando o profissional percebe que está sendo assaltado, ele aciona o botão e automaticamente as autoridades policiais são avisadas, repassando a localização do táxi. “Outra forma pode ser também investimento pelo Estado em câmeras de monitoramento em vários pontos do município com fiscalização pela GCM. Há municípios onde isso é implantado e em cinco minutos a autoridade pode estar presente no local do ato ilícito”, completa França. 

Conforme ele, um companheiro de profissão foi assaltado na quarta-feira, 11, quando saiu do ponto da Rodoviária e foi abordado por dois supostos clientes, que pediram uma corrida até o Santos Dumont, só que no final da viagem, quando eles iriam pagar, na hora do troco foi dada voz de assalto com ameaça por arma de fogo, momento em que a dupla roubou todo o dinheiro do taxista. 

De acordo com Maickon França, semanalmente taxistas são assaltados em Paranaguá, no entanto há ausência de estatísticas, principalmente pela necessidade de que sejam registrados Boletins de Ocorrência (BOs) pelos profissionais em todos os casos, algo que dá mais base de investigação e estatísticas para a polícia e autoridades. “Assim vai ter uma estatística arquivada no sistema policial. Semanalmente sempre acontecem assaltos, mais nos dias de bailes, nas quartas, sextas-feiras e fins de semana. Deveria haver um policiamento e fiscalização mais rigorosos nesses dias em conjunto pela PM e GCM”, completa. 

O presidente da Associação dos Taxistas afirma que outro problema existente em Paranaguá é a questão dos táxis “piratas”, sem nenhum registro, que estão atuando no município, além de carros de empresas, sem identificação, estão fazendo corridas em tripulações de navios na parte interna do Porto.  

CÂMERAS DE MONITORAMENTO 

Orlando Pereira Júnior, taxista desde 1974 em Paranaguá, afirma que a insegurança é algo constante atualmente para toda a classe dos taxistas. “É algo que existe há tempo. Inclusive já houve morte, como no caso do meu amigo, o taxista Leonardo Mamede”, destaca, relembrando o latrocínio cometido contra o taxista Leonardo Mamede, de 55 anos, em fevereiro deste ano, em que o autor do crime, Dionízio Gonçalves dos Santos Junior, vulgo “Chicharito”, foi preso em abril de 2018. Segundo Pereira Júnior, já foi denunciada por várias vezes a insegurança dos taxistas às autoridades do município e Estado, “no entanto continuamos saindo de casa com a incerteza de que iremos voltar vivos”, completa. 
 

Na esquerda, Orlando Pereira Júnior, junto aos colegas de profissão, afirma que taxistas saem de casa com a incerteza de que vão voltar vivos para seus familiares

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