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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

A Ilha das Peças e a devoção a São Sebastião III

Continuando o artigo do final de semana passado, ao tomar conhecimento de infiltração cristã no exército romano, o Imperador Diocleciano obriga Sebastião a renunciar sua fé, ordem que não é cumprida, foi, então, sentenciado à morte com cruel execução pública e após torturado, para que servisse de exemplo aos que ainda desejavam seguir o monoteísmo

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Continuando o artigo do final de semana passado, ao tomar conhecimento de infiltração cristã no exército romano, o Imperador Diocleciano obriga Sebastião a renunciar sua fé, ordem que não é cumprida, foi, então, sentenciado à morte com cruel execução pública e após torturado, para que servisse de exemplo aos que ainda desejavam seguir o monoteísmo.

Fora amarrado e alvejado por flechas. Deixaram-no, para que sangrasse até a morte, o que não ocorreu, pois fora socorrido por Irene de Roma e outros cristãos, surpresos pelo fato de ainda permanecer vivo.

Tão logo recuperado, continuou a evangelizar. Apresentou-se ao Imperador e insistiu para que cessasse a perseguição aos Cristãos. Ignorado foi açoitado até a morte, no ano de 287 da Era Cristã, e seu corpo jogado numa fossa, evitando assim, que fosse encontrado e transformado em Mártir. Conta-se que em sonho aparecera à Lucina dando localização de seu corpo, pedindo sepultamento junto às catacumbas dos apóstolos. Assim o fizeram.

No século IV, o então Imperador Constantino, convertido, torna o Cristianismo a religião oficial do Império Romano e manda construir a Basílica de São Sebastião, incentivando seu culto e devoção.

Venerado nos altares católicos e ortodoxos, São Sebastião é invocado contra a peste, a fome e a guerra, tendo, conforme se conta, aparecido com espada em punho, na batalha dos portugueses contra a invasão francesa em território brasileiro, originando o nome da futura povoação que ali se ergueu – São Sebastião do Rio de Janeiro.

Em Vila das Peças, a devoção se perpetua somada aos atrativos naturais e culturais da região. No ano de 1965, com o missionário Padre Mário Di Maria (1920-1984) atuando na região, a capela de madeira deu lugar a uma igreja de alvenaria onde até hoje acontecem os cultos religiosos em honra a seu padroeiro São Sebastião (20/01) e também a São Pedro (29/06), este Padroeiro dos Pescadores.

 

GLORIOSO MÁRTIR / SÃO SEBASTIÃO

NOS LIVRAI DA PESTE / POR VOSSA INTERCESSÃO

 

Prof.º José Muniz
Historiador – Sócio do IHGP

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