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Educação

Diretora e delegado esclarecem suposto atentado em escola de Paranaguá

Disseminação de postagens gerou transtornos à comunidade escolar na terça-feira, 2.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, recentemente, uma campanha para combater as Fake News, considerando que a propagação de boatos e falsas notícias tem impacto real e imediato na sociedade. Prova disso é o caso ocorrido na manhã de terça-feira no Colégio Estadual Alberto Gomes Veiga, quando um compilado de postagens de um aluno, realizadas em momentos diferentes, induzia que haveria um atentado na escola. Ao que tudo indica, o caso pode ser considerado mais um episódio de Fake News.

A diretora do Colégio Estadual Alberto Gomes Veiga, Cristiane Zanini, explicou que soube das postagens do aluno, de 16 anos, por volta das 22h40 de segunda-feira, 1.º. “Soubemos que havia um aluno que estava planejando um ataque como o ocorrido em Suzano. Fui para casa, contatei o Núcleo Regional de Educação, que deu todo o apoio, contatamos a Patrulha Escolar e a Polícia Civil, que já estava monitorando o aluno nas redes sociais”, relatou a diretora.

Ao chegar à escola, na terça-feira pela manhã, a diretora encontrou o aluno que havia feito as postagens, o irmão e a mãe. “Estavam bastante assustados e o aluno comentou que estava sofrendo ameaças. O menino contou que realmente fez as postagens, mas em momentos diferentes e uma pessoa maldosa juntou os fatos e deu a entender que haveria um ataque terrorista na escola”, disse Cristiane.

O delegado adjunto da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá, Nilson Diniz, contou que foi registrado um boletim de ocorrência a respeito do fato. “Quando tomamos conhecimento dessas postagens que foram amplamente divulgadas em grupos, determinou-se a confecção do boletim de ocorrência para iniciar as investigações e uma equipe já se dirigiu à escola. Encontramos com o adolescente e diversos parentes de alunos que se apavoraram com o que foi divulgado. Encaminhamos todos para a delegacia e realizamos as oitivas para tentar entender o que de fato estava sendo veiculado”, declarou Diniz.

O delegado afirmou que o adolescente especificou cada uma das postagens divulgadas. De qualquer forma, toda a ocorrência será apurada pela Polícia Civil. “Precisamos ouvir algumas testemunhas para que a Polícia Civil chegue a uma conclusão. A princípio essa ameaça está interrompida. A polícia está pronta para dar toda assistência para a escola”, acrescentou Diniz.
Se a população tiver notícia de alguma ameaça que coloque em risco a vida de outras pessoas, a orientação do delegado é para que utilize o canal de denúncias: (41) 3420-3600.

Ficou claro, segundo o delegado, que algumas postagens foram descontextualizadas. “É importante que tenhamos responsabilidade ao publicar, não é divulgando em rede social que a gente consegue interromper uma ação delituosa, é comunicando aos órgãos responsáveis. Se esse fato tivesse sido levado ao conhecimento da Polícia Civil no primeiro momento, já teríamos resolvido e não teria tomado a proporção que tomou. Peço a responsabilidade de todos que compartilham, vamos tentar resolver o problema e não ascender essa fogueira”, destacou Diniz.

POSTAGENS
Segundo a diretora Cristiane, a primeira postagem do aluno foi feita após o ataque no município de Suzano, quando ele postou que mais massacres como aquele viriam em seguida. “Orientamos muito o estudante sobre a gravidade do que ele está postando e realmente  todos os alunos devem prestar mais atenção no que postam no status do WhatsApp. Segundo o aluno, somente cinco pessoas tiveram acesso a essa postagem”, informou Cristiane.

A postagem que faz menção a uma bomba teria sido feita após uma aula de física. "Há dois anos, ele era aluno da tarde, período em que temos um professor de física que faz um trabalho com foguetes no qual usa uma bomba de pressão para subir o foguete. Logo após essa aula prática de física, ele fez a postagem dizendo que a bomba falhou. Com relação à terceira postagem, ele disse que participa de um concurso de Anime e tinha uma fantasia com chifre e que tinha arrumado alguém para fazer a maquiagem. Tanto que participou depois desse concurso”, ressaltou Cristiane.

A última postagem fazia referência ao trecho de um filme a que o jovem assistiu. “Alguém juntou essa sequência de postagens e fez parecer que o rapaz estava planejando algo mirabolante contra a escola”, frisou Cristiane. O Conselho Tutelar de Paranaguá também já está ciente do caso e irá fazer um acompanhamento do aluno. 

A diretora destacou que a escola se preocupa de forma constante com a segurança dos estudantes durante os três períodos. A orientação é para que o uniforme seja utilizado para facilitar a identificação.

“A mídia, às vezes, quando dá ênfase a esse tipo de informação faz com que os alunos se sintam ídolos, se sintam valorizados pelas suas atitudes e, de repente, acabam acontecendo esses fatos ou até algo pior. Pedimos agora tranquilidade, está tudo sob controle, os pais podem ir para o trabalho tranquilos, não precisa criar pânico”, afirmou a diretora Cristiane.

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