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Litoral

De Salvador a Paranaguá: velejador conta sua jornada com destino à Argentina

Marcos Henrique Rocha Santos destacou belezas naturais e ótima sinalização náutica de acesso à cidade-mãe do Paraná

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Foto: Arquivo pessoal

A história de Marcos Henrique Rocha Santos, de 43 anos, além de contar com uma ordem cronológica humana normal de ano em ano, poderia ser também contada por um infinito de milhas náuticas. Nascido em Paraty – RJ e morador de Florianópolis – SC, ele navega pelo mar carioca e brasileiro desde que estava na barriga da mãe, filho de pai velejador, sendo velejador também desde sempre. Na primeira quinzena de fevereiro, Marcos chegou a Paranaguá com um veleiro de 55 pés, com jornada iniciada em Salvador – BA, passando por diversos locais da costa brasileira, com destino final em Mar del Plata, na Argentina.

O velejador, que ficará por mais 30 dias no litoral paranaense, frisou a ótima sinalização para adentrar em Paranaguá, reforçando a cidade como pólo do turismo náutico, celebrando também o acolhimento que está tendo do povo parnanguara e as belezas históricas e naturais da cidade-mãe do Paraná. 

“Minha identificação com o mar surgiu dentro da barriga da minha mãe. Meu pai velejava, nasci praticamente no veleiro, desde criança. Isso só foi se aprofundando, aos seis, sete anos eu já competia, como proeiro em barco de dupla, que é uma das classes de barco tipo a Hobie 16, a Snipe, que são classes compostas por dois: um timoneiro que controla a direção do barco e o proeiro que  conduz a vela da frente, função que eu já fazia, como eu sempre fui magro, sendo que o barco, quando mais leve, mais ele anda. Eu tinha esta vantagem e a gente era favorito”, explica o velejador. 

A “virada de chave” para conhecer o Brasil e o mundo a bordo ocorreu aos 16 anos. Após algum tempo trabalhando na área comercial e academia, Marcos decidiu comprar seu primeiro barco de competição. “Eu percebi que era isso que eu queria e amava, sabia que iria viver disso. A partir dos 16 anos comecei a viver profissionalmente. Não só competia com o meu barco, como comecei a pegar barcos, veleiros grandes, de 50 pés, 55 pés, 60 pés, e levar de um estado para o outro, de um país para o outro. Já fui para a Europa, na fábrica La Roche, na França, onde se fabricam as ‘Ferraris’ dos barcos”, explica. Marcos já visitou o litoral de todos os estados do Brasil e países da América do Sul e Europa. 

Atleta

Marcos é atleta profissional da Vela, tendo iniciado carreira desde cedo, não somente pela mera competição, mas por amor ao mar. Ele já foi campeão carioca por três vezes na classe Hobie 16, campeão baiano nas classes Hobie 16 e Laser, campeão sul-baiano de Laser, vice-campeão brasileiro de Hobie 16, entre outros diversos títulos de Vela Oceânica, com barcos maiores. 

Jornada atual

“Esse roteiro atual começou em Salvador no barco que estou agora, de lá, ainda dentro da Bahia, indo para Morro de São Paulo, Camamu, passando em Vitória – ES, Rio de Janeiro – RJ, Ilha Grande -RJ e Paraty – RJ e de lá direto para Paranaguá. O roteiro terminará em Mar del Plata, na Argentina. A previsão é de que esta viagem acabe em cerca de dois meses. Da Argentina irei pegar outro barco e voltar para o Brasil ou Caribe, ainda não sei onde”, explica Marcos. Após sair de Paranaguá, o velejador fará rotas ainda em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, bem como no Uruguai, chegando até a Argentina.

Paranaguá e suas impressões

“Aqui você tem que chegar e ficar um mês para conseguir velejar e conhecer todas as belezas”, afirma Marcos Rocha Santos

Segundo Santos, antes da atual vinda a Paranaguá, ele só havia viajado uma vez a Paranaguá há cerca de 10 anos, porém ele não teve tempo de conhecer a cidade, chegando no período da noite e já indo embora. “Desta vez eu cheguei por volta das 2h da manhã. Depois eu saí velejar, conhecer tudo, tudo muito lindo, a Ilha do Mel e diversas ilhas. Aqui você tem que chegar e ficar um mês para conseguir velejar e conhecer todas as belezas”, completa Marcos Henrique. 

“A sinalização náutica de entrada em Paranaguá é muito boa. Muita gente passa por fora e fica com medo de entrar, por ser barra de areia, algo que os velejadores sabem que geralmente muda, mas aqui é muito bem sinalizado, então, deixo claro aos velejadores que podem entrar tranquilo que é muito seguro e sinalizado”, salienta, destacando o potencial de Paranaguá no turismo náutico.

Marcos destacou também o acolhimento que a população parnanguara está concedendo a ele nesses dias que está na cidade. “O povo é muito receptivo. Tudo que eu procuro fazer, até mesmo em esporte, eu achei, como futevôlei, beach tennis e academia”, explica. O velejador ressaltou também que encontrou uma grande variedade e qualidade de equipamentos náuticos no município. “Muito legal, no comércio aqui encontrei tudo”, ressalta, destacando também a presença da Capitania dos Portos do Paraná (CPPR) em Paranaguá. 

“Achei a cidade limpa, segura, plana, para quem gosta de correr e pedalar é perfeito”, destaca.

Embarcação atual

A embarcação que ele está fazendo a atual jornada é um barco francês Beneteau, que está sendo levado para a Argentina. “É um veleiro com 55 pés, com 2,60m de calado, então eu entrei com isso de calado em Paranaguá, outros bem abaixo podem entrar tranquilo. Por ser um barco muito grande, o calado também é. Em lugar nenhum aqui em Paranaguá eu encalhei. Estou atracado aqui dentro. É muito sinalizado, com boa profundidade”, explica, destacando que o veleiro está atracado no Iate Clube de Paranaguá. 

Como acompanhar o velejador

Quem quiser acompanhar este e outros roteiros de Marcos podem seguir o Instagram dele, que é o @marcosvelejador , ou entrar em contato pelo WhatsApp (48) 99686-1709. “Quando a gente começa a decifrar a palavra velejar é um universo de coisas. A Náutica em si proporciona muita coisa legal, estar em contato direto com a natureza, com o mar e com o ar. Que as pessoas percam o medo, é muito seguro quando você está acompanhado por profissionais, seja para uma aula de stand up paddle, um barco à vela, jet ski ou lancha. Quem vai não esquece nunca mais. Vão conhecer o mar, aproveitem o litoral rico que vocês possuem”, finaliza Marcos Henrique. 

Confira algumas fotos de viagens feitas por Marcos pelo Brasil:

Vídeos retratando a vida no mar do velejador:

Vídeos: Arquivo pessoal