Direito & Justiça

MPPR acusa prefeito de Morretes de pagar R$ 587 mil por câmeras inoperantes

Sistema de videomonitoramento teria permanecido inoperante por 18 meses

Investigação aponta que sistema de videomonitoramento ficou cerca de 18 meses sem funcionar, mesmo com pagamentos mantidos; Justiça negou, por ora, bloqueio de bens (Foto: Folha do Litoral News)

Investigação aponta que sistema de videomonitoramento ficou cerca de 18 meses sem funcionar, mesmo com pagamentos mantidos; Justiça negou, por ora, bloqueio de bens (Foto: Folha do Litoral News)

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ajuizou uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Morretes, Junior Brindarolli, e outros envolvidos, sob a acusação de pagamento de R$ 587.752,84 por um sistema de videomonitoramento que teria permanecido inoperante por aproximadamente 18 meses.

De acordo com a petição inicial, o contrato firmado previa a instalação, manutenção e operação de câmeras de segurança em pontos estratégicos do município, com o objetivo de reforçar a segurança pública e auxiliar no trabalho das forças policiais. 

No entanto, as investigações apontam que, mesmo após a implantação, o sistema não operava de forma efetiva, deixando de cumprir sua finalidade principal.

O MPPR sustenta que, apesar da inoperância dos equipamentos, os pagamentos à empresa contratada foram realizados regularmente por 18 meses, sem que houvesse a devida fiscalização por parte do poder público municipal. 

A ação destaca que relatórios e levantamentos técnicos indicaram falhas graves no funcionamento do sistema, incluindo câmeras desligadas, ausência de transmissão de imagens e falta de integração com os órgãos de segurança.

Ainda conforme o Ministério Público, a conduta dos agentes públicos envolvidos pode configurar ato de improbidade administrativa por causar prejuízo ao erário, além de violar princípios da administração pública, como legalidade, eficiência e moralidade. 

A peça aponta que houve, no mínimo, negligência na gestão e fiscalização do contrato, permitindo que recursos públicos fossem gastos sem a devida contraprestação do serviço.

Na ação, o MPPR requer a condenação dos envolvidos ao ressarcimento integral dos valores pagos, além da aplicação de sanções previstas na legislação, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil.

O órgão também solicitou, em caráter liminar, o bloqueio de bens dos acusados para garantir eventual devolução dos recursos aos cofres públicos. No entanto, a Justiça indeferiu o pedido neste momento inicial, entendendo que ainda não estavam presentes os requisitos necessários para a medida cautelar, sem prejuízo de nova análise no decorrer do processo.

O caso segue em tramitação e deverá avançar com a citação dos réus para apresentação de defesa, além da produção de provas que possam esclarecer as responsabilidades.

O Departamento de Jornalismo da Folha do Litoral News entrou em contato com a comunicação da Prefeitura de Morretes, mas até o fechamento desta matéria, a administração municipal não se manifestou sobre o assunto.

Com informações do MPPR


Fique bem informado!
Siga a Folha do Litoral News no Google Notícias.

Você também poderá gostar