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Coronavírus

Fiocruz aponta redução na taxa de ocupação de leitos UTI Covid-19 no Paraná

Curitiba reduziu em mais de 10% a ocupação em uma semana

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Na quarta-feira, 8, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgou uma edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz que aponta uma melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI no Brasil para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) destinados ao tratamento de pacientes com Coronavírus, algo que persiste em 90% dos estados brasileiros, incluindo o Paraná. Além disso, na análise feita das capitais dos estados, Curitiba também demonstrou queda de cerca de 10% na ocupação, demonstrando uma melhora no cenário pandêmico.

De acordo com a Fiocruz, a taxa de ocupação de leitos SUS Covid-19 no Paraná passou, em uma semana, de 59% para 57%. Curitiba, capital do Estado, que serve de referência para a situação pandêmico paranaense, representou uma queda ainda maior, de 75% para 65%.

Segundo os pesquisadores do Observatório, os dados refletem uma tendência de redução de casos graves, internações e mortes pela doença, algo relacionado à imunização. “A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”, informa o estudo.

Vacinação de adolescentes

De acordo com a Anvisa, há necessidade de avanço ainda maior da vacinação contra o Coronavírus para interromper cadeias de transmissão do vírus. “Esse objetivo, porém, só será alcançado com a ampliação da cobertura vacinal até novos grupos — como é o caso de adolescentes entre 12 e 17 anos — e da dose de reforço para idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos”, complementa a assessoria.

“É preciso que seja concluído, o mais brevemente possível, o esquema vacinal de todos os adultos acima de 18 anos. A imunização de crianças e adolescentes (acima de 12 anos) também precisa ser iniciada e os gestores devem considerar em seu planejamento o estabelecido na Nota Técnica N.º 36/2021 quanto à ordem de prioridades”, destacam os cientistas na nota da Anvisa. Até agora, de acordo com a agência, com relação à população adulta, 85% foi imunizada com a primeira dose e 42% com o esquema de vacinação completo.

“Houve diminuição no número de óbitos a uma taxa diária de 1,3%, um total médio de 680 óbitos ao dia. A média diária de casos está em 24,6 mil, com ritmo de redução de 1,9% ao dia”, detalha a Anvisa.

Cenário geral de leitos UTI Covid-19 no Brasil

Segundo a Anvisa,Roraima e Rio de Janeiro são os únicos dois Estados com taxas de ocupação superiores a 60%. “Goiás (52%) deixou a zona de alerta intermediário e Rondônia (47%), enquanto Pernambuco (43%) e Espírito Santo (48%), apesar de aumento nas taxas, tiveram também redução significativa no número de leitos disponíveis”, completa.

“Os seguintes números foram observados nas outras unidades: Acre (7%), Amazonas (34%), Pará (35%), Amapá (16%), Tocantins (41%), Maranhão (42%), Piauí (41%), Ceará (38%), Rio Grande do Norte (30%), Paraíba (20%), Alagoas (14%), Sergipe (20%), Bahia (30%), Minas Gerais (29%), São Paulo (33%), Paraná (57%), Santa Catarina (47%), Rio Grande do Sul (51%), Mato Grosso do Sul (34%), Mato Grosso (43%) e Distrito Federal (57%)”, informa, contemplando o Paraná e sua taxa de ocupação que caiu em dois pontos porcentuais em uma semana.

“Vinte e duas capitais estão fora da zona de alerta. Em destaque, quedas no indicador foram registradas em Fortaleza (60% para 55%) e Belo Horizonte (61% para 56%), que deixaram a zona de alerta intermediário, e também em Curitiba (75% para 65%), Porto Alegre (66% para 61%) e Goiânia (69% para 65%). As cidades do Rio de Janeiro (94%) e de Boa Vista (82%) permanecem na zona de alerta crítico”, finaliza a Anvisa, reforçando a queda de dez pontos porcentuais na ocupação em Curitiba.

Com informações da Fiocruz

Foto: Geraldo Bubniak/AEN