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Coronavírus

Em uma semana, ocupação de leitos UTI Covid-19 sobe de 61% para 72% no Paraná

Fiocruz defende avanço da vacinação, bem como uso de máscara

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN - Arquivo

Na quinta-feira, 3, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, emitiu Nota Técnica alertando sobre a ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para tratamento da doença em todo o Brasil, número que, segundo a entidade científica, registrou crescimento em comparação à última semana. O indicador demonstra o cenário da pandemia no Brasil com a vinda da Ômicron e evolução da transmissão da variante durante janeiro e fevereiro. 

Segundo os dados da fundação, em uma semana, o Paraná passou de 61% para 72% de ocupação dos leitos UTI Covid-19, algo que é considerado como zona de alerta intermediário, número que ainda não é de zona de alerta crítico, como observado em nove estados do País, que superaram 80% de ocupação.

“Diante desse cenário, a Nota Técnica reforça como fundamental a necessidade de avançar com a vacinação, incluindo a exigência do passaporte vacinal. Os pesquisadores também sugerem a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos, campanhas para orientar à população e o auto isolamento ao apresentar sintomas, evitando a transmissão”, afirma a Fiocruz.

A capital paranaense, Curitiba, que também é analisada pela Fiocruz semanalmente, está com 71 % de ocupação de leitos UTI destinados a atendimento da pandemia, mesmo número registrado na última semana. 

Situação diferente do que a observada em 2021

Segundo a Fiocruz, “o cenário atual não é o mesmo registrado entre março e junho de 2021, considerada a fase mais crítica da pandemia e ressalta que mesmo com o acréscimo de leitos observados nas últimas semanas, a disponibilidade é bem menor”, reforça. A nota técnica afirma que o crescimento na ocupação para adultos no SUS é preocupante, “principalmente frente às baixas coberturas vacinais em diversas áreas do país, onde os recursos assistenciais são mais precários”, acrescenta.

“Os pesquisadores alertam que uma proporção considerável da população que não recebeu a dose de reforço, e a população não vacinada, são mais suscetíveis a formas mais graves da infecção com a Ômicron e voltam a sublinhar que a elevadíssima transmissibilidade da variante pode incorrer em números expressivos de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves”, afirma a assessoria.

Cenário nacional

Fundação afirma que cenário não é o mesmo do que no surto da pandemia em 2021, ressaltando que “mesmo com o acréscimo de leitos observados nas últimas semanas, a disponibilidade é bem menor” (Arte: Fiocruz)

Ao todo, 13 estados apresentam aumento das taxas de ocupação e nove Unidades Federativas estão na zona de alerta crítico com indicador superior a 80%, aponta a assessoria da entidade. “Entre as 25 capitais com taxas divulgadas, 13 estão na zona de alerta crítico, nove estão na zona de alerta intermediário e oito estão fora da zona de alerta”, completa.

“Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (91%) e o Distrito Federal (97%) mantiveram-se na zona de alerta crítico, onde também entraram o Amazonas (80%) e Mato Grosso (91%). Na zona de alerta intermediário, permaneceram o Pará (74%), Amapá (69%), Tocantins (78%), Ceará (67%), Bahia (74%), Rio de Janeiro (62%), São Paulo (72%), Paraná (72%), e entraram o Alagoas (69%) e Santa Catarina (76%), que estavam fora na zona de alerta.  Fora da zona de alerta mantiveram-se o Acre (57%), Maranhão (59%), Paraíba (41%), Sergipe (37%), Minas Gerais (37%) e Rio Grande do Sul (54%), somando-se Rondônia (58%) e Roraima (52%), que estavam na zona de alerta intermediário”, afirma a Fiocruz.

Com relação às capitais, 13 estão na zona de alerta crítico: Manaus (80%), Macapá (82%), Teresina (83%), Fortaleza (80%), Natal (percentual estimado de 89%), Maceió (81%), Belo Horizonte (86%), Vitória (80%), Rio de Janeiro (95%), Campo Grande (109%), Cuiabá (92%), Goiânia (91%) e Brasília (97%). “Nove estão na zona de alerta intermediário: Porto Velho (77%), Rio Branco (70%), Palmas (72%), São Luís (64%), Recife (77%, considerando somente leitos públicos municipais), Salvador (68%), São Paulo (75%), Curitiba (71%) e Florianópolis (68%). Boa Vista (52%), João Pessoa (58%) e Porto Alegre (55%) estão fora da zona de alerta”, finaliza a fundação. 

O último boletim da Fiocruz pode ser acessado clicando aqui.

Com informações da Fiocruz