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Coronavírus

Ano Novo e aglomerações: entidades pedem cautela para evitar novos casos da variante Ômicron

OMS recomendou cancelamento das festas

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Foto: Freepik

Algumas cidades e Estados cancelaram as festas de Ano Novo no País. Os cancelamentos de shows e festas públicas para a chegada de 2022 ocorrem em meio ao crescimento da variante Ômicron da Covid-19 no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a recomendar, em novembro deste ano, a não realização de festas neste período para que se possa evitar aglomerações e o consequente aumento de casos da doença.

O Brasil registrou 74 casos da variante ômicron até a segunda-feira, dia 27, e outros 116 estavam em investigação. Segundo a Agência Brasil, as infecções foram registradas em São Paulo (27), Goiás (22), Minas Gerais (13), Rio Grande do Sul (3), Distrito Federal (1), Rio de Janeiro (1), Espírito Santo (1), Santa Catarina (3) e Ceará (3).

Comemorações em família

Para alguns especialistas e representantes de entidades da área, a decisão de algumas cidades para suspender as festas de Réveillon foi a mais acertada. O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) se posicionou, no início do mês, contrário a aglomerações nas festas de virada de ano. O médico e presidente do sindicato, Francisco Balestrin, defendeu que a chegada do novo ano seja comemorado apenas em família.

Segundo o sindicato, o aparato nos hospitais particulares para o atendimento de pacientes com Covid-19 foi desmobilizado, já que apenas 14,71% dos leitos clínicos estavam ocupados em novembro. A ocupação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) teve índice de 20,5%.

Em entrevista ao portal GaúchaZH, o epidemiologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jair Ferreira, também afirmou que o ideal é a celebração familiar. “Mas sabemos que, principalmente no Ano Novo, muita gente prefere ir para eventos com mais gente. É preciso estar consciente de que, quanto mais pessoas aglomeradas houver e quanto mais fechado o ambiente, maior o risco de infecção. Assim como quanto menos vacinados, maior o risco. Temos que trabalhar para minimizar o risco”, destacou o médico. 

Cuidado com as crianças

O Hospital Pequeno Príncipe alertou, em nota, que os cuidados ainda devem ser mantidos para preservar a saúde da população, porque o vírus continua em circulação.

“Nos últimos meses estamos vivendo uma queda considerável no número de casos, mas isso não significa que a pandemia acabou”, destaca o infectologista e vice-diretor-técnico do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Júnior.

Com as crianças o cuidado deve ser redobrado, isso porque elas ainda não foram imunizadas contra a Covid-19. “Nosso temor é que os encontros de Natal e Ano Novo, tão tradicionais, possam trazer um novo aumento no número de contaminados. Eu diria que ainda é cedo para promovermos e participarmos de grandes festas”, reforçou o especialista.

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