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Comunicação

Jornalistas que atuam em Paranaguá falam da profissão

O dia 7 de abril foi instituído como o Dia do Jornalista

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O profissional da notícia se dedica a comunicar aquilo que acontece no dia a dia e que pode influenciar de alguma forma a vida dos cidadãos.

Neste Dia dos Jornalistas, dois profissionais da área, a jornalista Najia Furlan, atualmente está na Gerência de Comunicação da Portos do Paraná, ocupando o cargo de Coordenadora de Programas Institucionais, e com o jornalista Emanuel Andrade, atualmente é Superintendente de Comunicação na Prefeitura de Paranaguá. Eles falam de suas áreas de atuação, da importância da profissão na sociedade, e das adaptações às novas perspectivas do mercado jornalístico.

Najia Furlan

A jornalista Najia Furlan, atualmente está na Gerência de Comunicação da Portos do Paraná, ocupando o cargo de Coordenadora de Programas InstitucionaisFoto: Cibele Rovena

Najia Furlan é jornalista, formada em Comunicação Social e também em Letras, com pós-graduação em Comunicação, Cultura e Arte (PUC PR – 2011) e Estratégias de Comunicação (UTP – 2005).

Com um vasto currículo, Najia atua como jornalista desde 2005. Atualmente, na Gerência de Comunicação da Portos do Paraná, ocupa o cargo de Coordenadora de Programas Institucionais – desde 2019. Sendo essa sua segunda passagem pela Assessoria de Comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. Na primeira, de 2012 a 2015, ocupou o cargo de chefia de divulgação.

“Minha atuação profissional no jornalismo começou em 2005, no jornal O Estado do Paraná. Na redação do carinhosamente chamado “Estadinho”, fui muito feliz, aprendi muito e fiz muitos bons amigos. Uma verdadeira escola. Eu comecei como repórter de Cidades, no Geral, como dizíamos à época. Junto, às vezes fazíamos pautas de cultura e turismo. Depois, fui repórter de Economia e, finalmente, virei pauteira. Na redação, sob supervisão do diretor à época, Mussa José Assis, aprendi a fazer a apuração. Ir atrás dos elementos que a pauta sugeria para complementar a história. Perdi o medo de entrevistar, buscar as informações.  Ainda como repórter, escrevi para a Revista Brasileira de Administração, Revista Inverso, Revista Galileu, colaborei com Grupo Casa, atuando no jornal da Associação Brasileira dos Escritores e de dois releases para os vencedores do Prêmio Latam Awards, e ainda participei do desenvolvimento do site AFNEWS (Agronegócio)”, comenta a jornalista, que também atuou como pauteira. “Fiz a pré-produção local de dois documentários da cineasta israelense Nili Tal (Bruna e Meninas do Brasil) e colaborei com a produção de um documentário catalão sobre a questão agrária no país”.

Quando saí do jornal, em 2010, foi coordenar a equipe de jornalistas no escritório de Comunicação da Isabela França, em Curitiba – Primeira Linha Comunicação. “Nossa conta principal era a da Associação Médica do Paraná onde, além da assessoria de imprensa, cuidávamos das publicações mensais. Da assessoria de imprensa, em 2011, fui atuar como roteirista na GRAPHISMO BROADCAST & FILM PRODUCTION. Na empresa, atuei na roteirização de programas institucionais. Principais clientes: Farmácias Nissei, GVT Telecom e Rede Marista de Educação. Responsável por 2 programas institucionais da Nissei, voltados ao cliente B2C e estratégias de comunicação conforme os segmentos alvo. Roteirização da TV corporativa da GVT. Condução de 4 documentários sobre Adolescência no “Projeto Vida Feliz” da Rede Marista”, comenta Najia.  

“Em 2015, quando saí da minha primeira passagem pelo Porto, eu quis voltar para Maringá. Em Maringá, atuei como produtora na RIC TV e realizei o sonho de ser professora. Dei aula de inglês em um colégio da rede privada da cidade, mas senti falta da comunicação e logo propus um projeto de Atualidades e Leitura Crítica para o 1.º do Ensino Médio. Foi super legal. Pela escola, tive ainda uma experiência de voluntariado Internacional, passei dois meses no Haiti e, quando voltei, coordenei uma escola de português para Migrantes e atuei na Comunicação da ONG ARAS/Cáritas Maringá. Em resumo, essa foi minha vida no jornalismo até agora. Nessa segunda passagem pelo Porto, faço questão de escrever muito, que é o que eu mais amo no jornalismo”, externa a jornalista, que no ano passado, de dezembro até o último dia 8 de março (agora), escreveu histórias de portuárias no jornal especializado do segmento BENews.

Najia também é jornalista voluntária da ONG Estou Refugiado (SP). “A causa do acolhimento aos imigrantes, em especial refugiados, é uma das causas que defendo”, comenta.

Quanto às adaptações, as novas perspectivas do mercado jornalístico, Najia destaca que a profissão exige mais do profissional. “Acho que o jornalismo atual é mais dinâmico, multimídia. A profissão exige que o profissional seja, ao mesmo tempo, mil em um. Tem que se pautar, produzir, entrevistar, fazer imagens, escrever e ainda transmitir, em vídeo, ao vivo. E muitos colegas fazem isso muito bem. Falo dos novos profissionais e dos meus antigos colegas da redação. Muitos se adaptaram muito bem à essa evolução, sem perder a base do aprofundamento, da checagem, da investigação, da apuração que aprendemos “nas antigas”. Sabe um formato do novo jornalismo que gosto muito? Os podcasts. Eles permitem esse apurar da informação. Ir além do factual. Contar histórias com tempo. Matar curiosidades”, enfatiza.

Questionado sobre qual a função principal da profissão, ela não hesita em responder. “Com certeza é informar, mas, também, é contar histórias e é dar voz e espaço a quem tem o que contar, o que dizer. É também conectar, contextualizar”, disse Najia, que acredita que o jornalismo é uma profissão essencial para sociedade. “Sim. Pode até ser que hoje, em tempos de redes sociais, muitos pensem que informar é somente jogar um monte de informação “no ar” e pronto. Mas não é! É preciso ter ética e, acima de tudo, compromisso e responsabilidade. E só quem é jornalista de verdade, faz isso como se deve fazer”, completa.

O Dia do Jornalista é uma data para se comemorar, comenta Najia.  “Temos que comemorar que, cada vez mais, nesse mundo de modernidades, temos mais e diferentes espaços e meios de comunicar, de contar histórias. Para refletir, vou ter que ser repetitiva: precisamos rever a responsabilidade que temos no dia-a-dia do exercício da nossa profissão. Nosso compromisso deve ser com a verdade e a clareza da informação”, destaca Najia, que deixa uma mensagem aos colegas de profissão alusiva à data. “Aos colegas de profissão, em especial a todos os colegas com os quais tenho contato hoje – dentro do porto, Núria, Juliano, Píer, Rodrigo Sell; esse último foi meu colega na redação do GPP – e fora, eu agradeço a parceria; desejo que tenham sempre muito sucesso no informar e que sigam contando comigo, no melhor que eu tenho e posso entregar. Feliz Dia do jornalista para todos nós!”, parabeniza Najia.

Emanuel Andrade

O Jornalista Emanuel Andrade, atualmente é Superintendente de Comunicação na Prefeitura de Paranaguá
Foto: Felipe Luiz

Emanuel Andrade é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Internacional (Uninter), já atuou nas principais emissoras de rádio do Litoral. Em 2014, apresentou, produziu e coordenou o conteúdo do programa Litoral Notícias na Rádio Litoral Sul FM 95.9 em Paranaguá. Em 2016, foi âncora do principal programa de notícias na Massa FM Litoral 103.5 e atuou como locutor artístico na mesma emissora. Em 2017, atuou como Diretor em Comunicação de Rádio e TV na Prefeitura Municipal de Paranaguá, mestre de cerimônia e assessor de imprensa. Coordenou campanhas eleitorais em Paranaguá em 2016 e em 2020 como assessor de comunicação.

Atualmente é superintendente de Comunicação na Prefeitura de Paranaguá. Além disso, é pós-graduado em Cinema e Linguagem Audiovisual na Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro.

Emanuel destaca que o jornalismo atual precisa ser dinâmico e estar inserido em todos os meios e o combate às notícias falsas é uma tônica desta geração. “É preciso se adaptar às tendências, que cada vez estão evoluindo e partindo para meios audiovisuais, por exemplo, mas sem deixar de lado a responsabilidade e a essência do jornalismo de lado”, enfatiza o jornalista. “A sociedade busca se informar mais a cada dia, e a nossa principal função é transmitir a notícia através das técnicas de entrevista e apuração. Para isso é preciso se profissionalizar, assim como qualquer outra profissão, com a graduação e a defesa do diploma”, completa.

Ele acredita que o jornalismo é uma profissão essencial para sociedade.  “Importante. É através do jornalismo que temos conhecimento de uma obra que a Prefeitura faz no seu bairro, como está a previsão do tempo antes de sair de casa ou até da chegada da vacina contra a Covid-19, que teve tantos contraditórios e “fake-news”. É uma profissão, sem dúvida nenhuma, muito essencial para a sociedade”, externa Emanuel, que enfatiza que a data é importante para refletirmos sobre a importância da comunicação. “É sempre tempo de refletir tudo aquilo que já conquistamos durante os últimos tempos. Já avançamos muito e isso não pode parar. Seja através das benfeitorias conquistadas pela categoria, até a ampliação do piso salarial do Paraná, que em que pese, é o maior do Brasil. Precisamos refletir a nossa essência enquanto comunicadores e sempre contribuir para uma sociedade bem informada, com notícias e produções de qualidade”, destaca Emanuel Andrade, que aproveita para parabenizar os colegas de profissão pela data. “Parabéns colegas! Sigam na missão de informar com responsabilidade! Nossa tarefa para a sociedade é imprescindível”, finaliza o jornalista.

Dia do jornalista

O Dia do Jornalista foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil. 

Giovanni Badaró foi médico e jornalista, e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos. O movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou D. Pedro I a abdicar do trono em 1831, no dia 7 de abril, deixando o lugar para seu D. Pedro II, seu filho, com apenas 14 anos de idade. 

Foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista. 

Foi também no dia 7 de Abril que a Associação Brasileira de Imprensa foi fundada, em 1908, com o objetivo de assegurar aos jornalistas todos os seus direitos. 

“Mais do que transformar os fatos em notícias, você é responsável por perpetuar os acontecimentos na história”.

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