Ciência e Saúde

Sesa divulga atualização dos números da dengue no litoral do Paraná

Boletim epidemiológico aponta leves alterações nos casos e notificações entre os municípios litorâneos

Foto 1 Roberto Dziura

Apesar da expressiva redução no número de casos e mortes por dengue no Paraná nos primeiros meses de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados preventivos (Foto: Roberto Dziura/AEN)

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou na terça-feira, 13, um novo boletim epidemiológico da dengue, referente à Semana Epidemiológica 18. Na comparação com o informe anterior, publicado em 5 de maio, o litoral do Estado apresentou aumento no número de notificações em praticamente todos os municípios da região, embora o avanço dos casos confirmados tenha ocorrido de forma mais moderada. 

Paranaguá é a cidade com maior número de registros no litoral. Os casos prováveis passaram de 177 (informe anterior) para 189. As notificações subiram de 306 para 319, enquanto os casos autóctones confirmados permaneceram em 147. 

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Já em Guaratuba, os casos prováveis aumentaram de 18 para 21, e as notificações passaram de 160 para 171. Os casos autóctones confirmados seguiram em dois registros. 

Em Matinhos, o boletim mostra aumento nas notificações, que passaram de 260 para 286. No entanto, os casos prováveis tiveram leve redução, de 15 para 14. O município segue com cinco casos autóctones confirmados. 

Outros municípios litorâneos também registraram mudanças no período. Em Antonina, os casos prováveis caíram de 27 para 21, embora as notificações tenham subido de 104 para 105. Já em Pontal do Paraná, os casos prováveis reduziram de 17 para 15, enquanto as notificações passaram de 41 para 42. 

Em Morretes, houve estabilidade nos casos prováveis, mantidos em quatro registros, com leve aumento das notificações, de 39 para 40. Já Guaraqueçaba continua sendo o município com menor número de ocorrências na região, mantendo um caso provável e quatro notificações. 

Paraná

O Paraná também registrou crescimento nos indicadores gerais da doença. O total de notificações passou de 42.510 para 44.837 em uma semana. Os casos prováveis aumentaram de 11.825 para 12.296 e os casos confirmados subiram de 3.107 para 3.419. 

Apesar do aumento dos números, o litoral segue distante das regiões mais críticas do Estado, principalmente municípios do Norte e Oeste paranaense, onde há cidades com incidência muito superior e transmissão mais intensa da doença. 

Sesa reforça que cuidados devem ser mantidos

Apesar da expressiva redução no número de casos e mortes por dengue no Paraná nos primeiros meses de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados preventivos. A circulação de diferentes sorotipos do vírus no estado exige atenção contínua para evitar uma nova escalada da doença, especialmente considerando as características climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

O vírus da dengue possui quatro variações conhecidas, classificadas como sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Quando uma pessoa é infectada por um desses sorotipos, adquire imunidade permanente apenas para aquela variação específica. Isso significa que um mesmo indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções secundárias, causadas por um sorotipo diferente do qual o paciente já teve contato, apresentam maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, que podem levar a complicações severas e ao óbito.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que o momento de baixa transmissão não deve ser interpretado como o fim do risco. Segundo o secretário, a queda expressiva nos indicadores da doença é uma excelente notícia e fruto do trabalho conjunto entre o poder público e a sociedade, mas a guerra contra o mosquito transmissor não permite tréguas. “As medidas de controle do mosquito devem ser mantidas rigorosamente. A limpeza de calhas, a vedação adequada de caixas d’água, o cuidado com os pratos de vasos de plantas e o descarte correto de lixo são ações fundamentais”, afirmou o secretário. “O engajamento da população é o fator determinante para manter os índices da doença sob controle e garantir a proteção de todos contra as diferentes variações do vírus da dengue”, ressalta.


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Flávia Adans

Com mais de 28 anos de atuação no jornalismo, construiu uma trajetória marcada pela paixão em comunicar, informar e se conectar com as pessoas. Ao longo dessa caminhada, passou por diversas emissoras de rádio, onde viveu o dia a dia da notícia, deu voz a histórias importantes e levou informação de forma clara, responsável e acessível aos ouvintes, em diferentes momentos e realidades. Sua experiência também se fortaleceu na assessoria de comunicação da Prefeitura de Paranaguá, com atuação destacada na Secretaria Municipal de Saúde. Nesse período, uniu técnica e sensibilidade para transformar ações e políticas públicas em mensagens compreensíveis e relevantes para a população, sempre com atenção ao impacto social da informação. Além disso, atuou como cerimonialista, área em que organização, atenção aos detalhes e boa comunicação caminham juntas. Conduzir eventos e cerimoniais com profissionalismo, empatia e segurança faz parte de um perfil construído ao longo dos anos, pautado pela responsabilidade e pelo cuidado com cada etapa do processo.

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