Ciência e Saúde

Hantavírus no Paraná: dois casos confirmados ocorreram em fevereiro e abril

Em Paranaguá, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que não há registros da doença

Sesa

Não há registro da circulação da cepa associada à transmissão de pessoa para pessoa (Foto: Sesa)

Com a divulgação de dois casos de hantavírus no Paraná, várias informações surgiram sobre a doença, contudo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que os casos confirmados de hantavírus registrados no Estado em 2026 não têm qualquer relação com o episódio envolvendo um cruzeiro marítimo. Segundo o órgão, os casos confirmados ocorreram em Pérola d’Oeste, em abril, e em Ponta Grossa, em fevereiro.

De acordo com a Sesa, outros 21 casos suspeitos já foram descartados e 11 seguem em investigação. O Estado também destacou que não há registro da circulação da variante Andes no Paraná, cepa identificada em países da América do Sul e associada à transmissão de pessoa para pessoa. Os casos registrados no Paraná são da cepa silvestre, transmitida por roedores silvestres.

A secretaria informou ainda que não existe surto em andamento e que a doença permanece controlada, com monitoramento permanente da circulação do vírus e vigilância ativa em áreas rurais.

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Paranaguá não tem casos da doença que é transmitida por roedores silvestres

Em Paranaguá, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que não há registros da doença no município nem no litoral paranaense. O secretário municipal de Saúde, Daniel Fangueiro, destaca que a cidade mantém vigilância epidemiológica constante. “Em Paranaguá não há evidências de que exista esse cenário de transmissão. Queremos garantir à população que temos um serviço de vigilância epidemiológica de excelência, até pelo fato de termos as portas do mundo na nossa cidade. Temos baixíssimos índices de transmissão de doenças infectocontagiosas e, até o momento, não há casos de hantavírus no litoral do Paraná”, salienta.

A diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá, Carla Neri, observa que “a hantavirose é uma doença causada por um vírus transmitido por ratos silvestres. Diferente dos ratos urbanos comuns, esses roedores vivem em áreas rurais, terrenos baldios, galpões e locais de armazenamento de grãos. A transmissão ocorre pelo contato com as fezes, urina e saliva do animal”, informa. 

Secretaria de Estado da Saúde reforça baixa incidência da doença no Estado

 No Paraná, os números confirmam a baixa incidência da doença. Em 2025, houve apenas um caso confirmado no município de Cruz Machado. Já em 2026, foram confirmados dois casos, sendo um em Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa. Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. Para as pesquisas laboratoriais, a Sesa conta com o apoio técnico do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e do Laboratório de Referência em Vírus Emergentes (ICC/Fiocruz).

Cuidados e sintomas 

Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se evoluir para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.

Não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, sendo as medidas terapêuticas de suporte e ministradas por profissionais médicos. Ao primeiro sinal da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente, pois o tratamento oportuno é fundamental e pode salvar vidas.

Conforme a Sesa, a população deve evitar o contato com roedores silvestres. As medidas incluem roçar o terreno em volta das residências, dar destino adequado a entulhos, manter alimentos estocados em recipientes fechados, usar equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados, e fazer apenas limpeza úmida de anexos peridomiciliares como galpões, silos e paióis como forma a evitar a contaminação pelos aerossóis.


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Flávia Adans

Com mais de 28 anos de atuação no jornalismo, construiu uma trajetória marcada pela paixão em comunicar, informar e se conectar com as pessoas. Ao longo dessa caminhada, passou por diversas emissoras de rádio, onde viveu o dia a dia da notícia, deu voz a histórias importantes e levou informação de forma clara, responsável e acessível aos ouvintes, em diferentes momentos e realidades. Sua experiência também se fortaleceu na assessoria de comunicação da Prefeitura de Paranaguá, com atuação destacada na Secretaria Municipal de Saúde. Nesse período, uniu técnica e sensibilidade para transformar ações e políticas públicas em mensagens compreensíveis e relevantes para a população, sempre com atenção ao impacto social da informação. Além disso, atuou como cerimonialista, área em que organização, atenção aos detalhes e boa comunicação caminham juntas. Conduzir eventos e cerimoniais com profissionalismo, empatia e segurança faz parte de um perfil construído ao longo dos anos, pautado pela responsabilidade e pelo cuidado com cada etapa do processo.

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