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Voz do Rocio

Esperança

A Igreja ensina que existem três virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade.

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A Igreja ensina que existem três virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. Virtudes são disposições para fazer o bem, ou seja, são coisas que nascem dentro do ser humano, no íntimo de cada um a partir da sementinha colocada por Deus. Uma pessoa virtuosa, aproxima-se de Deus. A ESPERANÇA, então, é uma virtude, é algo bom, que nasce na alma e é mantida e alimentada pelo Espírito Santo. Diz São Paulo Apóstolo que “a esperança não decepciona!” (Rm 5,5). No salmo 39 encontramos a belíssimo versículo que diz: “E agora, Senhor, o que posso esperar? Em ti se encontra a minha esperança!” (Sl 39,8).

No ano de 2007, o Papa Bento XVI, publicou a Carta Encíclica “Spe Salvi” (Sobre a Esperança Cristã). Com um belíssimo texto que vale a pena ser apreciado, o Papa apresenta, a partir do número 32, “a oração como escola da esperança”. E diz: “Primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração.” (…) “O orante jamais está totalmente só.” (…) “De forma muito bela Agostinho ilustrou a relação íntima entre oração e esperança. Ele define a oração como um exercício do desejo. O homem foi criado para uma realidade grande, ou seja, para o próprio Deus, para ser preenchido por Ele.” O ser humano deseja Deus. Tem sede de Deus. Deus lhe preenche e alimenta. Esse mistério se revela, ou se encontra através da oração. “Mas o coração humano é estreito e precisa ser dilatado (…) e depois limpo.” (…) “Só depois de dilatar o coração e limpá-lo, estamos aptos a receber a grandeza de Deus em nós.” (…) “O modo correto de rezar é um processo de purificação interior que nos torna aptos para Deus. Na oração, o homem deve purificar os seus desejos e as suas esperanças. Deve livrar-se das mentiras secretas com que se engana a si próprio.”

O Papa apresenta também “Maria, estrela da esperança”. E diz: A Igreja saúda Maria, como « estrela do mar »: Ave maris stella. A vida é como uma viagem no mar da história, muitas vezes tempestuosa. Uma viagem na qual precisamos dos astros que nos indicam a rota. Certamente, Jesus Cristo é a grande luz, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d’Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia. E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela de esperança?” (…) “Por isso, a Ela nos dirigimos: Maria, Vós permaneceis como Mãe da esperança. Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco. Indicai-nos o caminho! Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos!”

Aproveite esse dia então, para alimentar aquilo de mais puro e divino que existe dentro de você. Vivemos tempos de angústia, tristeza, ansiedade e desesperança. É preciso ressuscitar em nossos corações aquilo que é belo, divino e puro, e que em muitos de nós está adormecido e sufocado. Lembre-se que a esperança é uma virtude, é algo bom, vem de Deus. A esperança não decepciona. Busque preencher-se desse dom divino, através da oração. Purifique-se! Dilate o seu coração, elimine dele tudo aquilo que atrapalha e ocupa o espaço sagrado das bem aventuranças. Concentre-se em Deus e no mistério divino. Ele tem uma infinidade de bênçãos para serem derramadas sobre você. Tome posse dessas bênçãos. Como não é possível fazer tudo isso sozinho, peça a luz da “estrela da esperança”, Nossa Senhora do Rocio, o orvalho da manhã. Que ela te proteja, te ampare, te guie, em todos os momentos da sua vida, principalmente agora. Bom dia. Grande abraço. Deus te abençoe.

Pe. Dirson Gonçalves, CSsR

Reitor do Santuário

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