Valmir Gomes

O FINALISTA ALAN AAL

Uma final entre duas equipes da série B do campeonato brasileiro

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O parnanguara Alan é filho do Vivi e irmão do Netinho, convenhamos uma família de craques da bola, cada um melhor do que o outro, do pai aos filhos. Pois bem, com o competente Alan comandando o Londrina, o time chegou às finais do campeonato Estadual, venceu o poderoso Athletico em plena Arena Mário Celso Petraglia e vai disputar o título contra a boa equipe do Operário da cidade de Ponta Grossa. Uma final entre duas equipes da série B do campeonato brasileiro. Parabéns Londrina.

O FINALISTA LUIZINHO LOPES

O técnico Luiz Junior de Souza Lopes nasceu em Pau dos Ferros (RN), foi jogador e se tornou técnico. Já comandou várias equipes, entre elas Confiança, Brusque, Vila Nova, Paysandu e agora Operário de Ponta Grossa. Pegou o Fantasma quase na lanterna, em uma jornada de recuperação, venceu seus adversários, inclusive o Coritiba no Couto Pereira, e vai disputar o título Estadual deste ano. Convenhamos uma recuperação extraordinária sob o comando do competente Luizinho Lopes. Parabéns Operário.

DUPLA ATLETIBA

A dupla atletiba fez um campeonato Estadual irregular, hora com um time hora com outro, acabou desclassificado das finais da competição. Prefiro exaltar as virtudes da dupla Operário e Londrina, que escrever sobre os derrotados. Porém ficou claro que muitos equívocos estão acontecendo com a dupla atletiba, tanto na escalação do time como na parte tática. Me parece que todas as atenções da dupla se voltam para a série A do brasileiro. Pensaram que iam se classificar ao natural no Estadual, e deu no que deu.

CORITIBA

O diretor William Thomás foi até a sala de imprensa e falou em alto e bom som aos repórteres e suas empresas de comunicação: ” Não conseguimos classificação, não tivemos competência necessária, por este motivo não alcançamos a classificação. Vamos continuar o nosso trabalho, no meio da semana enfrentamos o São Paulo, pela série A do brasileiro.” Nas entrelinhas da sua fala ficou um ar de técnico prestigiado. O que, na gíria do futebol, quer dizer ou vence ou vai embora!

RIO BRANCO

Recebo da assessoria de imprensa do Rio Branco notícias sobre treinamentos desta semana, um preparo para o jogo inaugural da série B do Estadual. Na sequência dos trabalhos, o técnico Luiz Fernando e o meia Córdova estarão à disposição da imprensa para entrevistas. Lamento pela falta de tempo para mais trabalho físico e de campo, afinal é um grupo em formação e seria bom que tivessem um período maior de adaptação ao clube, a cidade e principalmente entre os seus atuais companheiros. Daqui desejo boa sorte ao Leão da Estradinha.

FALTA O CHEIRO DO ZIG

No futebol a experiência de campo conta muito. Hoje em dia a maioria dos técnicos são formados nas salas refrigeradas da CBF no Rio de Janeiro, nos famosos cursos técnicos. Uma teoria que cheira ao absurdo, porém nada de prática. Os tempos de pés descalços, com o contacto com a bola, foram substituídos pelos tênis caríssimos em ginásios de pisos quase acarpetados. Dali começou a surgir a nova geração dos atletas de futebol do Brasil. Pior: até os bairros mais distantes já tem ginásios próprios para os futuros atletas. Cadê os campos de peladas? cadê os pés descalços em contacto com a bola? cadê a lama e a bola pesada? Ali naquele ambiente comum no bairro, os meninos cresciam com a bola nos pés, detalhe: a bola era velha e desgastada, às vezes bola de borracha, às vezes bola de pano. Sim, era assim que se forjavam os futuros jogadores do antigo. Se ficassem machucados, a pomada ZIG com seu cheiro forte, fazia milagres e recuperava os craques.

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Valmir Gomes

Valmir Gomes é colunista esportivo

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