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Os portos de Paranaguá e Antonina registraram nova marca história na movimentação de mercadorias, consolidando 2020 como o melhor ano das exportações paranaenses

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Os portos de Paranaguá e Antonina registraram nova marca história na movimentação de mercadorias, consolidando 2020 como o melhor ano das exportações paranaenses. Foram 57,3 milhões de toneladas movimentadas – 8% a mais que em 2019 (53,2 milhões). Dos produtos exportados, a soja foi o carro-chefe, com 14,3 milhões de toneladas e crescimento de 27% ante 2019 (11,3 milhões). Os dados foram divulgados no relatório gerencial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Da carga movimentada em 2020, 65% foram de granéis sólidos (26,5 milhões de toneladas). A embarcações de soja correspondem a 54% deste total. Na sequência, estão os farelos (22%); açúcar (15%); e milho (9%). 

Mais açúcar

O açúcar registrou alta de 61%, com 3,4 milhões de toneladas ante 2,4 milhões em 2019, e os farelos, de 11%, com 5,7 milhões de toneladas em 2020, superando as 5,2 milhões de toneladas comercializas no ano anterior. No total de produtos movimentados, somando carga geral, granéis sólidos e líquidos, as exportações pelos portos paranaenses somaram 36,3 milhões de toneladas. Por outro lado, as embarcações de milho pelos portos de Paranaguá e Antonina caíram 55% – foram apenas 2,5 milhões de toneladas, em comparação às 5,7 milhões em 2019. O trigo também sofreu queda, acumulando 16 mil toneladas exportadas, 12% a menos que em 2019, com 14 mil. Da soja embarcada pelos portos de Paranaguá e Antonina, 80% provém do Paraná (11,3 milhões de toneladas), do farelo de soja, 59% (2,9 milhões de toneladas), e do milho, 79% (1,9 milhões de toneladas).

Aeroporto de Foz

As obras da ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas atingiram 85% de conclusão, com previsão de entrega entre abril e maio. A nova estrutura executada na cabeceira 15 proporcionará a atração de mais voos para o município, e o terminal passará a concorrer com destinos do mundo inteiro. A obra é parte do projeto de transformar o Paraná no hub de distribuição da América do Sul. A terraplenagem e a pavimentação da nova pista já foram concluídas, mas ainda estão em andamento o plantio de grama e as instalações do sistema de drenagem e da subestação de energia, além da importação dos equipamentos de auxílio à navegação para balizamento da pista. O investimento é de R$ 69,4 milhões, sendo R$ 55,5 milhões da Itaipu, referentes a 80% do valor do contrato. Essa será a maior pista do Sul do País.

BRDE e o Paraná

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu a marca de R$ 58,7 bilhões em projetos financiados no Paraná e 60 mil projetos em toda a história do banco. O contrato assinado no número 60 mil foi com a Integrada Cooperativa Agroindustrial, empresa sediada em Londrina e presente em 49 municípios do Paraná e São Paulo. Para os seus mais de 10 mil cooperados, a Integrada comercializa insumos, presta assistência técnica, recebe, armazena e comercializa produção de grãos, além de agregar valor através da industrialização. O valor repassado pelo BRDE à cooperativa foi de R$ 10 milhões, no programa Funcafé. “Esse é um marco para o banco. Chegar a 60 mil projetos financiados é a prova de como o BRDE tem apoiado empresas paranaenses a inovar, gerar empregos e fomentar a economia paranaense”, afirma o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley.

Ferrugem asiática

O começo da safra de soja 2020/2021 no Brasil, em relação à ferrugem asiática, foi tranquilo, já que o clima não colaborava para que a doença avançasse muito. Pois, nos primeiros 15 dias de janeiro, essa história mudou e os casos registrados explodiram em quase todos os estados, fazendo com que o país atingisse, até agora, o maior número de casos da doença das últimas cinco safras. Até o dia 15 de janeiro, os casos já reportados da doença atingiram 192 no site do Consórcio Antiferrugem, liderado pela Embrapa. A exemplo de 2019/2020, o Paraná lidera o ranking entre os estados com mais casos de ferrugem asiática no país. Até o momento já relataram 86 casos da doença, divididos entre 53 municípios. No ano passado, em toda a safra foram 71 casos, e em 2018, 58 casos. Os municípios paranaenses com maiores problemas e mais casos relatados são: Cascavel (7), Palotina (5), Guarapuava (5), Castro (5) e Candói (4).

Exportação de carne

O dólar nas alturas,  com uma média de R$ 5,24 no ano passado, e a incrível fome da China eram fortes indícios de que as exportações de carne bovina iriam bombar em 2020. Foi o que realmente aconteceu, dentro do previsto. No entanto, até a semana passada não se tinha, ainda, exatamente o tamanho da mordida que isso representaria na quantidade de carne produzida no País. Com os primeiros dados dos abates divulgados pelo IBGE, o rateio ficou claro: 26% da produção de carne bovina brasileira foi direto para exportação. Este é o maior rateio da história do mercado externo sobre o interno, em relação à carne bovina brasileira, cruzando os dados do IBGE com o do AgroStat, sistema de informações on-line do MAPA sobre o comércio internacional das commodities agropecuárias do País.

Novo comando

Três meses depois de o governo Trump rejeitá-la, a ex-ministra das Finanças nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala recebeu um apoio unânime na última segunda-feira, 15, e se tornou a primeira mulher e a primeira africana a assumir a diretoria-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Autodenominada “realizadora” e conhecida por enfrentar problemas aparentemente insolúveis, Okonjo-Iweala terá muito com que se ocupar na entidade comercial mesmo sem Donald Trump, que ameaçou retirar os Estados Unidos da OMC. Como diretora-geral, uma posição que concede poder formal limitado, Okonjo-Iweala precisará intermediar tratativas comerciais internacionais perante um conflito persistente entre EUA e China.

Venda de veículos

Evidências não faltam para demonstrar a falta de vitalidade da economia neste início de ano. O Índice ABCR de Atividade, calculado pela consultoria Tendências com dados da associação das concessionárias de rodovias, mostrou queda de 2,5% no fluxo de veículos nas estradas em janeiro, na comparação com dezembro de 2020. Na comparação com janeiro de 2020, houve um tombo de 8,8%. Já as vendas de veículos novos caíram 11,5% ante janeiro de 2020, conforme a Fenabrave, a associação das concessionárias de automóveis. Uma visão preliminar do ICVA, indicador de vendas do varejo criado pela empresa de meios de pagamento Cielo, mostra que janeiro virá no mesmo patamar de dezembro.

Neve nos EUA

Uma tempestade de inverno levou neve e queda forte de temperatura para alguns estados americanos, inclusive áreas do cinturão agrícolas do país. A ocorrência chamou a atenção, porque atingiu regiões onde, geralmente, os termômetros ficam mais elevados, mesmo no inverno. Kansas e Ohio, estados produtores de milho, soja e trigo foram atingidos pela nevasca que deixou a temperatura mais de 20º C abaixo de zero, de acordo com o jornal The New York Times. No Texas, o estado mais afetado, a alta demanda por energia elétrica devido ao frio, obrigou a distribuidora norte-americana a impor blecautes rotativos que deixaram mais de 2 milhões de clientes sem eletricidade.

Uso de glifosato

Um projeto de lei aprovado no último dia 11 na Alemanha propõe uma redução gradual o uso de glifosato até 2024, ano em que o uso do agrotóxico deverá ser banido no país europeu, noticiou a agência Reuters. O glifosato é o agrotóxico mais vendido no Brasil e mundo e pode estar relacionado ao desenvolvimento do linfoma não-Hodgkin. No final do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter, com restrições, o uso do agroquímico no Brasil. O projeto de lei precisa passar ainda pelo Parlamento da República Federal da Alemanha e no Conselho Federal do país, que representa 16 governos regionais alemães. Por isso, a tramitação pode levar meses.

Selo de qualidade

A Cotriguaçu Cooperativa Central, pela primeira vez, aplicou a pesquisa de clima em todas as suas Unidades de Negócios com a GPTW no final de 2020, e já conquistou a certificação Great Place To Work, e passa a fazer parte do grupo das melhores empresas para trabalhar. O selo de qualidade é concedido pelo instituto internacional de consultoria GPTW, uma organização que atua em 90 países. Para a Cotriguaçu, o sucesso de uma organização não se constrói sozinho, por isso a diretoria agradeceu a todos os colaboradores que contribuíram para essa conquista, e reforçou o compromisso de construir juntos uma cooperativa cada vez melhor. 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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