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Paraná Produtivo

Crescimento de 9,5%

A Associação Leite Brasil divulgou, nesta semana, o ranking com as maiores empresas de laticínios do país

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A Associação Leite Brasil divulgou, nesta semana, o ranking com as maiores empresas de laticínios do país. O resultado é referente ao ano de 2019 e manteve entre as principais produtoras as 13 empresas que já figuravam na lista em 2018. Ao todo, o valor agregado de captação de leite registrou um aumento de 4,1% de crescimento. A Unium, Intercooperação de Lácteos das Cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, ficou entre as produtoras que registraram maior aumento de captação, com 9,5% de crescimento comparado a 2018 – valor que equivale a 1,252 bilhão de litros de leite. O resultado se deve ao modelo de negócios da instituição. Ao trazer para o Brasil o modelo de intercooperação e com os resultados recentes, em diversos setores, mostra-se que foi uma decisão acertada e que tende a crescer no mercado.


Perspectivas para o trigo

Colheita de trigo. Pitanga,11/10/2019 Foto:Jaelson Lucas / AEN

O trigo, principal cultivo de inverno do sul do Brasil, apresenta boas perspectivas para o ano de 2020, segundo afirmou Marcelo André Klein, analista da cultura do trigo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com ele, o cenário se mostra bastante favorável para o cereal.  “No contexto interno, há oferta reduzida de produto, dada a produção menor nas últimas safras e a previsão climática de inverno com tendência de uma estação de crescimento com menor umidade, que favorece o cultivo pela menor incidência de doenças e aumento de qualidade do produto colhido. Por sua vez, no cenário internacional, a desvalorização do real, em virtude da crise do Covid-19, tornou extremamente cara a aquisição de trigo argentino, cuja tonelada chegou ao mercado nacional por até R$ 1.300,00, no mês de março de 2020, com possibilidade de elevação em conformidade com o câmbio”, disse.


Mercado de trigo

Além disso, para fevereiro de 2020, a elevação de preço chegou a 4,09% no Rio Grande do Sul e 7,37% no Paraná. “Com os preços bastante atrativos no balcão, pode-se esperar uma tendência de aumento de área cultivada com trigo para a safra 2020. Temos terra, máquinas, tecnologia disponível e, principalmente, produtores experientes e com vontade de trabalhar. Trigo é a mais importante opção econômica para o uso das terras no inverno no Sul do Brasil”, completa Klein. Juntos, RS, SC e PR têm representado 88% da área e da produção total de trigo do Brasil. Nesse cenário, a importação gerou, somente no ano de 2019, um desembolso de U$$ 1,5 bilhão. “Nosso principal parceiro comercial é a Argentina, país do qual importamos, em média, 75% do trigo que precisamos para abastecer o mercado interno”, concluiu Klein.


Senai oferece mentoria

Indústrias e empresas que desejem adaptar suas linhas de produção e precisem de orientações sobre como ampliar a fabricação de máscaras, protetores faciais, álcool e roupas hospitalares, poderão contar com mentorias gratuitas do Senai. “O programa Conexão Senai é uma iniciativa nacional, que atenderá companhias do Brasil inteiro para combater a pandemia e corroborar com a produção de medidas de proteção com Equipamentos de Proteção (EPs). Nosso objetivo é ajudar e promover a capacidade da indústria produzir”, explica Felipe Couto, Gerente de Inovação e Produtividade do Sistema Fiep. Os consultores do Senai vão auxiliar as empresas a criarem um plano de ação para a produção, além de orientar sobre as especificações técnicas exigidas na fabricação de cada item e a necessidade de consulta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também serão sugeridas linhas para financiamento, caso seja necessário algum investimento.


Carne suína do Brasil

As exportações de carne suína do Brasil em 2020 deverão superar as expectativas iniciais, enquanto os embarques da proteína de frango também crescerão pela forte demanda da China, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. Em videoconferência na última sexta-feira, 15, ele estimou os embarques brasileiros de carne suína entre 900 mil e 1 milhão de toneladas em 2020, o que representaria um crescimento de 33% ante 2019. Em dezembro, a associação previra alta de ao menos 15% nas exportações de suíno. Já os embarques de carne de frango devem seguir firmes, ficando entre 4,3 milhões e 4,5 milhões de toneladas em 2020, previsão estável ante a divulgada no final do ano passado, que já apontava aumento de até 7% em relação a 2019.

Taxa de inflação

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou taxa de inflação de 0,07% em maio deste ano. A taxa é inferior ao 1,13% observado pelo IGP-10 em abril, segundo dados divulgados na última segunda-feira, 18, pela Fundação Getúlio Vargas. Com o resultado de maio, o IGP-10 acumula taxas de inflação de 2,96% no ano e de 6,07% em 12 meses. A queda da taxa de abril para maio foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-10. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, caiu de 1,52% em abril para 0,25% em maio. A inflação do Índice Nacional de Custo da Construção recuou de 0,29% para 0,19% no período. Já o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, registrou deflação (queda de preços) de 0,51% em maio. Em abril, o subíndice havia registrado inflação de 0,33%.


Mercado financeiro

O mercado financeiro continua a revisar a estimativa de queda da economia neste ano. Pela 14ª semana seguida, piorou a expectativa do mercado financeiro para o recuo do Produto Interno Bruto – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a previsão de queda passou de 4,11% para 5,12%. A estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central, com a projeção para os principais indicadores econômicos. A previsão para o crescimento do PIB em 2021 segue em 3,20% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%. A cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 5,28. Na semana passada, a previsão era R$ 5. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5, contra R$ 4,83 da semana passada.


Vendas no varejo

As vendas no varejo brasileiro recuaram 36,5% em abril ante o mesmo período do ano anterior, descontando a inflação, mostrou nesta segunda-feira o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que acompanha o desempenho de 1,5 milhão de varejistas credenciados à empresa de meios de pagamentos. “É o resultado mais negativo apurado pelo índice desde sua criação em janeiro de 2014”, afirmou a Cielo, que ainda citou um efeito calendário levemente positivo para abril de 2020 – o ICVA deflacionado com ajuste de calendário caiu 37,1%. Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o ICVA recuou 35,4%.


Produção de carne

A produção de carne por animais que são livres de produção hormonal (HGP-Free) na Austrália começa a ficar comprometida com a suspensão das importações chinesas de carne bovina, tendo em vista que o País adotou o recurso em rápida expansão nos últimos dois anos, e isso foi impulsionado, quase inteiramente, pelas exigências do mercado chinês. “Três das quatro plantas de carne bovina australianas suspensas resolveram paralisar os abates dos animais livres de hormônios. A Kilcoy Global Foods, por exemplo, normalmente dedica dois dias por semana ao abate sem HGP, grande parte da produção destinada à China”, informou o site australiano Beef Central. Outro fator que comprometeu a produção dos animais livres de hormônios foi a redução das compras da União Europeia neste ano, o que intensificou a dependência da Austrália no mercado asiático, como consumidor de carne sem HGP.


Produção de frango

Em abril, o frango enfrentou variação mensal de 6,58% no custo de produção, uma das maiores registradas em todos os tempos. Com isso, a produção de um quilograma de frango chegou aos R$ 3,40/kg, superando os dois recordes anteriores mais recentes – o de R$ 3,13/kg em junho de 2016; e o de R$ 3,19/kg em março de 2020. A constatação é da Embrapa Suínos e Aves e revela que em um ano produzir frangos ficou, praticamente, 25% mais caro. A maior parte desse aumento ocorreu neste ano: quando 2019 terminou, o aumento em relação a abril não chegou a 10%. Já a variação registrada neste ano ficou próxima dos 14%, quase o mesmo índice de aumento – perto de 14% – é observado quando se avalia a variação do custo médio quadrimestral. Foi de R$2,79/kg no primeiro quadrimestre, subindo para R$3,17/kg no mesmo período de 2020.

Redação ADI-PR Curitiba
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.