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Centro de Letras

Fim da Primeira Parte

A primeira série de textos sobre o surgimento da Praça João Gualberto coincidiu com as minhas pesquisas anteriores

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A primeira série de textos sobre o surgimento da Praça João Gualberto coincidiu com as minhas pesquisas anteriores, nas quais analiso o início do século XX em Paranaguá, quando a cidade passou por intensas transformações urbanas e sociais. Por conta disso, contextualizei detalhadamente a criação da praça, relacionando com as mudanças de Paranaguá e a implantação do projeto urbano que podemos chamar de moderno. Ao final de 1914, toda a antiga região da Fonte Nova estava aterrada e com uma avenida nova ligando a cidade ao Porto Dom Pedro II. Paranaguá ainda não contava com esgotos, mas a moral do prefeito Caetano permanecia em alta no meio político paranaense. Todavia ele não escapou das acusações de autofavorecimento e gastos excessivos. Aparentemente seu grande crítico era o Jornal curitibano “A Tribuna”, que em dezembro publicou um artigo atacando Caetano. O periódico “A República”, também de Curitiba, e o jornal local “Diario do Commercio” saíram em defesa do prefeito parnanguara. Um ano depois, Caetano inaugurou o esgoto e partiu para ser vice do Executivo Estadual, deixando a Prefeitura de Paranaguá nas mãos do Presidente da Câmara e seu grande aliado político, José Lobo.

Nesta segunda parte da série, abordarei de maneira diferente, pois não possuo tantas informações do período: a contextualização será menos detalhada, focando especificamente na evolução do logradouro e nas construções das edificações mais importantes da região, como a Estação, o Instituto de Educação, o prédio dos Correios, Ginásio de Esportes e a Biblioteca, até chegarmos ao Relógio de Sol.

A próxima notícia da Praça que encontrei é de 1921: a antiga Cruz do Pica-Pau, retirada de seu local de origem para a construção do logradouro, sumiu e virou lenda. Mas o progresso seria assim mesmo.  

Por Alexandre Camargo de Sant’Ana