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Centro de Letras

Circos e Telas

Em um artigo do jornal curitibano “O Dia”, edição de 10 de outubro de 1931, percebemos diversas características da Paranaguá daquela época

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em

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Alexandre Camargo de Sant’Ana

Em um artigo do jornal curitibano “O Dia”, edição de 10 de outubro de 1931, percebemos diversas características da Paranaguá daquela época, uma cidade em transformação, principalmente para os lados da Praça João Gualberto. 

Primeiro fato a chamar a atenção é a existência da Capela do Bom Jesus, onde até o ano de 1900 funcionou o Hospital da Santa Casa. Ela permanecia em uso e aparentemente ainda vinculada ao hospital, pois haveria uma reunião no Consistório para definir como ajudar a antiga Instituição que passava por sérias dificuldades.

Na Rua XV de Novembro, o novo cinema da cidade, “Cine Rozario”, prometia diversas atrações, tanto no período noturno como nas matinês. Naquela rua também existia um tipo de feira, citada no jornal como um “Bric a Brac”, realizada na frente ou interior de uma propriedade. De acordo com o artigo, um indivíduo perturbador que frequentava o local foi expulso não apenas das barracas, mas teria ido embora da cidade. Por conta disso, a nota elogiava a atitude dos proprietários da casa ao acatarem a decisão das autoridades.

Naquela época, a Praça João Gualberto permanecia em plena expansão: estabelecimentos comerciais e casas surgiam nas redondezas; a Escola Normal (atual Instituto de Educação) e o campo de futebol movimentavam a região; a prefeitura pavimentava a área e criava calçadas, melhorando a mobilidade urbana. Enfim, a antiga região da Fonte Nova progressivamente virava um espaço de ocupação popular, um lugar de lazer para a população de Paranaguá.

Movimentando ainda mais o logradouro, naquele mês de outubro de 1931, o circo Agnelino armou sua tenda na Praça João Gualberto. A estreia estava marcada para o dia 9, uma sexta-feira, mas por algum motivo o circo não estreou na data prevista.