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Centro de Letras

Jazz Parnanguara

Por possuir uma extensa área desocupada, a Praça João Gualberto era o local ideal para a instalação dos circos.

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Por possuir uma extensa área desocupada, a Praça João Gualberto era o local ideal para a instalação dos circos. Assim como em 1931, com o circo Agnelino, o logradouro foi novamente movimentado pelo circo Novo Horizonte – que trazia artistas e animais, como leões e pumas –em novembro de 1932. Na Escola Normal, ao lado da mesma praça, dois professores de Paranaguá ficaram em primeiro e segundo colocados no concurso realizado em Curitiba para lecionar História e Geografia: Hugo Pereira Correia (membro do IHGP) e Ida Bentim de Lacerda.

Os motoristas ainda dependiam da Estrada de Morretes para chegarem até Curitiba e o trajeto não estava interligado à Estrada da Graciosa. Entretanto o governo prometia para muito logo essa conexão e isso aumentaria o fluxo de veículos na cidade. Pensando neste progresso, a Prefeitura duplicou a “avenida Munhoz da Rocha” nas proximidades da Alfândega.

Por conta da escassez do pescado, o elevado preço do peixe no Mercado Municipal assustava os consumidores e apesar do processo de modernização, ainda havia muita ignorância e desinformação, como o caso do velho pescador que teve suas economias roubadas. Ao ser questionado sobre o motivo de guardar tudo em casa, explicou seguir o conselho da esposa, pois ela não conseguia “imaginar como é que n’um banco se podia guardar dinheiro”.

Além do circo e do cinema, a cidade também contava com seus clubes e naquele novembro de 1932 haveria duas festas regadas ao som do Jazz. Uma delas aconteceria no “Paranaguá Country Club” na Praça João Guilherme, apresentando “um magnífico Jazz curitybano”. Se na festa da elite os músicos vinham da Capital, no “Cllub Operário”, muito mais modesto e de acesso popular, o jazz ficaria por conta do “grande músico paranaguense Itiberê de Lima (Casusa)”.

 Por Alexandre Camargo de Sant’Ana