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Ciência e Saúde

Paranaguá continua com infestação do mosquito da dengue

Bomba costal voltará a ser aplicada este mês pela Secretaria Municipal de Saúde

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Ambiente formado por clima quente e presença de chuvas é o mais propício para a infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, favorecendo o surgimento de tais doenças. Para a Secretaria Municipal de Saúde e setor responsável pela dengue em Paranaguá, o município é considerado infestado pelo mosquito.

No boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), que mostra o cenário das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti em todo o Paraná, Paranaguá não possui casos confirmados da dengue, mas 632 casos foram notificados nos sete municípios do litoral. Estes aguardam exames laboratoriais para confirmar ou descartar a suspeita. Apenas os municípios de Antonina, Guaraqueçaba e Paranaguá possuem notificações para a dengue. Com relação à chikungunya, dois casos foram notificados em Guaratuba, 84 em Paranaguá e um em Pontal do Paraná.

O Serviço de Alerta Climático de Dengue do Laboratório de Climatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), referente à primeira semana do ano, indicam a situação de risco para a condição favorável à proliferação do mosquito. O litoral do Paraná é citado como risco alto para a proliferação, junto com alguns municípios do Oeste, Noroeste e Norte do Estado.

Focos do mosquito aumentam com as chuvas

 

AÇÕES PREVISTAS

 

A responsável pelo setor de dengue da Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá, Eleniz do Rocio Mendes, afirmou que a infestação continua alta. “Com três ciclos de ‘fumacê’, que mata o mosquito adulto, os índices baixaram um pouco, mas as equipes continuam na rua para remoção de criadouros e temos percebido muitas residências com foco. Principalmente, nesta época, em que as pessoas vão para as praias e deixam piscinas e ralos sem cuidados”, disse.

O último ciclo do “fumacê”, que é realizado com veículos da Secretaria de Estado da Saúde, deve voltar na próxima semana. Mas só esta ferramenta de controle não é suficiente para evitar as doenças. “Agora é que esses cuidados precisam ser ainda mais intensificados dentro de casa, porque daqui para frente é que pode piorar a situação. O município é considerado infestado, por isso todo o cuidado é pouco”, frisou Eleniz.

Na segunda quinzena deste mês, a Secretaria Municipal de Saúde planeja novos mutirões para remoção de criadouros e posterior aplicação de bomba costal. 
 

 

 

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