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Ciência e Saúde

Estudo aponta alta infestação do Aedes Aegypti em Paranaguá

Levantamento mobilizou a Secretaria Municipal de Saúde que adotou estratégias contra a dengue. Foto: Arquivo AEN

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A Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá e a 1.ª Regional de Saúde realizaram o LIRA – Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti. O resultado do estudo apontou que o município está com Alto Risco, o que significa que o clima quente e abafado e as chuvas de setembro e outubro contribuíram para a infestação do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças.

A responsável pelo setor de dengue da Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá, Eleniz do Rocio Mendes, informou que os agentes de endemias continuam com o trabalho de visita às residências para vistoria e remoção de criadouros do mosquito.

“Observamos que a população não está fazendo sua parte, pois este levantamento é realizado nos imóveis”, disse Eleniz.

CALOR E CHUVA

Segundo ela, o clima tem colaborado com a proliferação dos mosquitos, já que o ciclo de vida do inseto se torna mais rápido. “Com a chegada do verão, a preocupação aumenta com uma nova epidemia, lembrando que o mosquito, além dos quatro sorotipos de dengue, transmite a Febre Chikungunya, Zika e a Febre Amarela Urbana”, analisou Eleniz.

O objetivo agora é levar informação para os moradores e tentar impedir que uma nova epidemia se instale na cidade e acometa mais pessoas.

“Esperamos conscientizar e chamar a atenção da população no combate ao mosquito, lembrando que o combate à dengue é dever de todos. Queremos conscientizar melhor a população, pois parece que as pessoas esqueceram o perigo que a doença representa”, enfatizou Eleniz.

Clima quente e chuvoso contribui para o ciclo de vida do mosquito

AÇÕES EM ANDAMENTO

As regiões mais alarmantes, segundo a responsável pelo setor de dengue, é a área central de Paranaguá e a Ilha dos Valadares. “Começamos com uma ação na Ilha dos Valadares, temos quatro equipes trabalhando no local para remoção de pequenos criadouros nas residências e terrenos baldios. Estamos em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente para remoção”, afirmou Eleniz.

Em Alexandra, duas equipes trabalham no levantamento de índice para conhecer qual o grau de infestação do mosquito na região. “De forma geral, Paranaguá toda está infestada”, completou Eleniz. O próximo passo é concentrar as ações na área central do município.

Outro trabalho desenvolvido pela Secretaria de Saúde é a aplicação da bomba costal em áreas onde há suspeita de dengue. “Sempre que há a suspeita de que um morador esteja com dengue, aplicamos a bomba costal em um raio de sua residência, isso é realizado diariamente”, explicou Eleniz.

Até o momento, nenhum novo caso de dengue foi confirmado em Paranaguá. Embora 75 casos estejam em investigação, 58 já foram descartados. “Pedimos a colaboração da população. O Aedes Aegypti está nos domicílios, dentro de nossas casas e precisamos que todos ajudem. Temos outras doenças como a zika e a chikungunya que não há vacina”, concluiu Eleniz.

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