Neste Dia dos Pais, é fundamental refletirmos sobre as profundas mudanças que moldaram o conceito de paternidade ao longo das últimas décadas. Vivemos em um mundo em constante transformação: o mundo de ontem era um, o de hoje é completamente outro, e o de amanhã certamente será diferente novamente. Essa dinâmica evolutiva não poderia deixar de impactar o núcleo mais básico da sociedade: a família.
O modelo familiar tradicional, que predominou por séculos, estabelecia papéis rigidamente definidos. O pai era muito mais um patriarca do que propriamente um pai no sentido contemporâneo do termo. Exercia autoridade absoluta e liderança inquestionável sobre todo o núcleo familiar. À mãe cabia o papel de cuidadora doméstica e educadora dos filhos, sempre subordinada às decisões paternas. Resumindo: o pai mandava, e à mãe e aos filhos cabia exclusivamente obedecer, sem questionamentos ou participação nas decisões familiares.
Esse paradigma, porém, passou por uma revolução silenciosa, mas profunda. No modelo contemporâneo, pai e mãe exercem igualmente a autoridade e liderança da família, compartilhando responsabilidades, decisões e cuidados. A paternidade deixou de ser sinônimo de comando unilateral para tornar-se uma parceria equilibrada na condução do lar.
Paralelamente, também o posicionamento dos filhos diante da figura paterna sofreu transformações significativas. Da obediência total e acrítica de outrora, evoluímos para uma obediência respeitosa, mas racional. Os filhos de hoje questionam, dialogam, participam e contribuem para as decisões familiares, mantendo o respeito pela autoridade paterna, mas exercendo sua capacidade crítica e participativa.
Diante dessa nova realidade, torna-se imperativo que os pais acompanhem e compreendam essas mudanças como forma de conseguir uma convivência harmoniosa e prazerosa com a família. O pai que insiste em manter posturas autoritárias do passado encontrará resistências e conflitos desnecessários. Por outro lado, aquele que abraça o novo modelo descobrirá relacionamentos mais ricos, profundos e gratificantes.
Surge, assim, a urgência de um novo modelo de pai: aquele que lidera pelo exemplo, que dialoga ao invés de impor, que educa pela parceria e não pelo medo, que constrói pontes ao invés de muros. Um pai que compreende que sua autoridade deve ser conquistada diariamente através do respeito mútuo, da coerência e do amor incondicional.
Este Dia dos Pais nos convida a celebrar não apenas a figura tradicional do pai, mas principalmente essa nova paternidade: mais humana, mais presente e mais conectada com os desafios do século XXI.
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Grande Oriente do Paraná
Sereníssimo Grão-Mestre – Vladimir Pires Martins
G. Secretaria de Comunicação e Imprensa – Luís Fernando da Silva Dias




