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Fluxo de visitantes movimenta o Mercado do Artesanato

17 de julho de 2019

Vendas aumentaram nos últimos dias em função da alta temporada

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Nos meses de inverno, principalmente julho, período de alta temporada no Brasil, o fluxo turístico aumenta em várias cidades. Férias escolares e eventos regionais ajudam a impulsionaram as viagens.

Os efeitos positivos da temporada estão refletindo em locais onde há a circulação de turistas, como por exemplo, no Mercado do Artesanato. De acordo com os artesãos que atuam no local, as festividades na Praça de Eventos Mário Roque ajudam a elevar as vendas.

Rosane de Fátima Nascimento trabalha no local há 9 anos. Ela faz produtos utilizando conchinhas do mar, madeira, vidro e sementes.

“Gosto de reaproveitar os produtos para transformar em arte. Os turistas valorizam e isso serve como incentivo para fazer cada vez mais”, destacou a artesã. 

Ela ressalta, ainda, que nesta época do ano as vendas aumentam em virtude das festas.

“As pessoas de fora são as que mais compram. Os turistas são os nossos maiores clientes, eles gostam de produtos diferentes”, explica.

A artesã Erani Santos trabalha no ramo há 20 anos, confeccionando diversos itens.

“Tivemos nos últimos 30 dias um aumento nas vendas. Os ímãs de geladeira com temas de Paranaguá estão fazendo sucesso entre os turistas. As canoas de madeira também são procuradas, são feitas pelo seu Anísio, que mora na Ilha dos Valadares. Ele é artesão com muito tempo de experiência”, ressalta. 

O Mercado do Artesanato oferece também produtos diferentes, como, por exemplo, roupinhas para bonecas. Ilze Araújo, de 62 anos, 25 dedicados ao artesanato, é especialista neste tipo de trabalho.

“Os turistas se encantam com as roupinhas de boneca e meus clientes são crianças que vêm com os pais. Muitos vêm de Curitiba especialmente para isso e voltam várias vezes”, conta a artesã. 

Ilze trabalha com variados tipos de teares. Um deles é o ‘pente liço’, com o qual ela cria cachecóis. Também confecciona roupas em tricô, e crochê de grampo e tear de flores. Mas são as roupinhas de boneca que fazem sucesso entre o público. 

Outro destaque no mercado são os artigos feitos em cipó. Sueli Alípio dos Santos, de 64 anos, trabalha com artesanato há mais de 40. Ela é cipoeira, profissão que exerce diariamente criando inúmeros produtos. Do cipó ela faz chapéu, caixinhas e samburá (tipo de cesto).

“O que mais chama atenção dos turistas são os  itens feitos de cipó, porque são diferentes do que eles estão acostumados a ver. As pessoas de fora valorizam muito e, nesta época de julho, as vendas aumentam por causa dos eventos na praça e das férias” conta. 

 Sueli confeccionou uma viola juntamente com o seu Zeca da rabeca

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