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O Presente, um case de sucesso

24 de outubro de 2019

Jornal de Marechal Cândido Rondon aponta para jornalismo regional no Oeste como nova fase da informação em multiplataformas, mas que não exclui os impressos.

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A inauguração da nova sede d'O Presente, na última semana, em Marechal Cândido Rondon não é só um case de sucesso do empreendimento de 28 anos na região Oeste do Paraná, mas também uma referência para todos os impressos e a constatação há muito já adiantada por Leon Tolstoi e repetida várias vezes por Rudolf Murdoch: "fale de sua aldeia e estará falando do mundo".

Com essa perspectiva é que o jornal cresceu e se adaptou aos novos tempos da internet e da modernidade líquida descrita por Zygmunt Bauman. O jornal tem quatro plataformas: impresso bissemanal, site, jornal e site na versão rural, versão especiais e as redes sociais (facebook, twitter, instagram, youtube, whatsapp, entre outras).

“Estou muito feliz com a concretização de um sonho antigo e, sem dúvida, de todos que trabalham nosso colaboradores. Estamos em um ambiente mais confortável e agradável, que permite a criação de novos produtos que estimulem o crescimento do O Presente”, diz o diretor Arno Kunzler.

“Uma das maiores necessidades que as pessoas têm é de informação. Há diversas maneiras e muitas ferramentas que facilitaram o acesso, mas que, ao mesmo tempo, mostram uma mesma notícia de múltiplas formas. É neste momento que O Presente aparece: uma referência, independente da plataforma que usamos para manter o leitor informado. A prioridade é a credibilidade que conquistamos ao longo desses anos”, completa Kunzler.  

Balizadores

Para Arno Kunzler, O Presente e outros veículos de comunicação que superaram à turbulência econômica, são balizadores da verdade e respondem a questionamentos levantados até nas redes sociais. “Alguém que recebe uma notícia pelo WhatsApp, lê e questiona se é realmente verdade poderá tirar essa dúvida em um site ou um jornal em que acredita e que prima pela verdade”, diz.

O Presente também diversificou seu portfólio de negócios na área de comunicação. “E ao mesmo tempo em que o mercado busca novas formas de consumir informação, nos estruturamos para atender essa demanda. Hoje, o portal de notícias tem mais de um milhão de visualizações/mês e já chegamos a dois milhões”, diz.

O jornal impresso, adianta Kunzler, não perdeu o impacto e se apresenta agora com um viés mais político e comercial, e além disso, continua tendo uma excelente performance de assinantes. “Apesar da ‘era digital’, ainda existem leitores ávidos pelo jornal impresso e nos especializamos em todos esses anos na produção de reportagens com alta qualidade".

Dinamismo

O presidente da Associação dos Diários do Interior do Brasil e diretor da Tribuna de Cianorte, Jedaías Belga, destaca a importância de novos investimentos no jornalismo e no trato da informação levada aos leitores de O Presente. 

“O dinamismo de Arno Kunzler, ao investir recursos significativos em uma nova sede para o seu jornal, mostra que ainda há empresários da comunicação dispostos a investir no jornalismo feito para a comunidade onde ele está inserido. O Presente não é apenas uma empresa, mas também uma instituição da região de Marechal Cândido Rondon, que acredita no potencial de sua gente e segue ciente da responsabilidade que tem em ser o porta-voz da sua população”, disse Jedaías Belga.


A iniciativa de Kunzler, reafirma o presidente da ADI-BR, mostra que mesmo num momento de crise no setor de comunicação, ainda há espaços para aqueles que acreditam que investir no bom jornalismo ainda é o melhor caminho para superar as adversidades dos novos tempos. 

O presidente da ADI-PR, Nery José Thomé, destaca que mesmo nessa época de fake news, da grande imprensa com cobertura tendenciosa, crise nos grandes jornais impressos do Brasil e fechamento de outras tantas empresas, a inauguração da nova sede do O Presente "é a prova contundente que o jornalismo regional está mais vivo e forte do que nunca".

"A imprensa regional é o legítimo canal de informações da comunidade. Os elos com cada região são muito fortes".


Futuro

"No caso d'O Presente, jornal impresso é sólido e com muita tradição e já atua multiplataforma hoje com presença muito forte nas redes sociais. Esta é a tendência do futuro do jornalismo e um exemplo a ser seguido por outras empresas do interior do Paraná, ainda tímidas as interconexões multiplataformas. A transição do jornal tradicional, impresso, para o portal foi e está sendo implantado com maestria", completa Nery Thomé. 

 

O diretor de Comercial da ADI-BR, Ricardo Takiguti, diz que a trajetória do jornal O Presente representa a realidade no interior mostrada nas páginas dos jornais de médio e pequeno porte.

"Estou na ADI há 20 anos e acompanho o crescimento e as mudanças impostas aos jornais do interior. Posso afirmar com segurança que o grande diferencial deste vigor é o hiperlocalismo com relevância.  Diariamente imprimimos páginas com notícias locais, valorizamos tudo que faz parte da vida da comunidade. É claro  que o noticiário regional/nacional também tem seu espaço, mas não se compara a pauta local", argumenta Takiguti.

Jornalismo local aponta para 'novos tempos' no mercado da informação

Atualmente, são 20 jornais de cidades pólos do Paraná filiados a ADI. Todos têm portais de notícias com amplo acesso e outras plataformas como as redes sociais. "Mas o interior tem uma característica peculiar: o alto índice de leitura do impresso explicado pela rotina mais leve das cidades e pela cobertura do 4G, que ainda deixa a desejar", disse o diretor comercial Ricardo Takiguti.  

O noticiário produzido pelos jornais da ADI ainda é propagado durante todo o dia pelas emissoras de rádio das cidades. "As emissoras de rádio encontram nos nossos conteúdos, notícias relevantes e com credibilidade. Afinal de contas, se saiu no jornal, é verdade. Esta mescla faz com que o jornal do interior esteja muito presente na vida das pessoas em multicanais".

Takiguti aponta ainda que o fechamento ou falência de grandes jornais, os chamados jornalões, se deve a um processo de depuração do mercado  de comunicação. "Nossa atividade está mudando e buscando acomodação dentro de um novo cenário com grande influência da tecnologia. O táxi virou Uber , mudaram as regras, mas a atividade continua".

Mesmo dentro deste contexto, o diretor comercial da ADI afirma que a disponibilidade de divulgação está mais ampla, um reflexo das redes sociais que têm, uma infinidade de opções para divulgar produtos. "Isso é bom para o anunciante, pois muitos que não divulgavam os seus produtos, têm a oportunidade de fazê-lo agora com baixo investimento. Isso vai formar os futuros anunciantes dos jornais. Já dizia um dos maiores comunicadores do Brasil, Abelardo Barbosa, o Chacrinha: quem não se comunica, se trumbica".  

Da Redação ADI-PR Curitiba


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