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Semeando Esperança

‘É permanecendo firmes que vocês irão ganhar a vida’

Apocalipse é identificado, normalmente, com os últimos acontecimentos da história do mundo e da vida humana; e a arte cinematográfica tem se encarregado de acrescentar-lhes uma exagerada dose de terror e destruição.

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Apocalipse é identificado, normalmente, com os últimos acontecimentos da história do mundo e da vida humana; e a arte cinematográfica tem se encarregado de acrescentar-lhes uma exagerada dose de terror e destruição. Contudo, ao meditarmos o evangelho deste 33.º Domingo do Tempo comum, Lucas 21,5-19, nos deparamos com uma das partes do chamado “grande apocalipse”. Diferentemente do “escaton”, que fala das últimas coisas, o apocalipse é uma autêntica revelação a respeito da vitória de Deus em tempos de grandes sofrimentos. Esse agir vitorioso de Deus nos enche de esperança e, desse modo, renovamos as forças para continuar a lutar com valentia, enfrentando os tempos difíceis pelos quais passamos nosso momento presente.

Segundo o relato de Lucas, os tempos difíceis não serão tempos nem de lamentação e nem de desânimo, muito menos de resignação ou da fuga. A ideia de Jesus é bem outra. Em tempos de crise surgem as ocasiões para darmos testemunho de nossa fé. É, pois, a melhor oportunidade para testemunhar nossa adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho. É assim que viveram os mártires, aquelas pessoas que testemunharam sua fé, derramando o próprio sangue. E, como tem reiterado o Papa Francisco, “hoje existem mais mártires que no início da vida da Igreja, e eles estão por todos os lugares”.

Grande mártir é o pequeno José Luís Sánchez del Río. Antes de completar 15 anos, foi torturado e assassinado pelos oficiais do governo mexicano porque se recusou a renunciar à sua fé (10/02/1928). Às propostas de fama e prestígio e ao pedido de resgate feito à sua família, ele manteve-se firme: “a minha fé não está à venda”. Após cortarem a sola dos pés do adolescente e o forçaram a caminhar descalço até sua sepultura, enquanto batiam nele. Os que queriam obrigá-lo a abandonar a fé por meio da tortura, conseguiram apenas que, ao morrer, ele gritasse: “Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!”.

Contudo, há um outro martírio, o branco, isto é, sem derramar o próprio sangue, em meio às perseguições, ao qual todos somos chamados (São João Paulo II). “Todos os dias, ensina o Papa Francisco, somos convidados a dar testemunho de nossa fé nas realidades mais cotidianas de nossas vidas: em nossas casas com nossas famílias, no trabalho com as pessoas que passam parte do dia conosco, no trânsito com carro ou transportes públicos, nas paróquias que frequentamos;” todas as vezes que precisamos “ser compreensíveis e pacientes com as pessoas que estão ao nosso redor”; quando, na enfermidade, podemos nos desesperar ou “unir a dor do nosso sofrimento com os sofrimentos de Cristo”, oferecendo-o a Deus por alguma intenção. Enfim, “todas as provações diárias nos ajudam a ser verdadeiras testemunhas do amor de Deus, um amor concreto que passa também pelo martírio escondido da Cruz. Esse é o fermento da Igreja”.

Também o Novenário de Nossa Senhora do Rocio, concluído com a missa solene na manhã do dia 15 de novembro e as procissões de vinda à Catedral e de retorno ao Santuário, tornam-se, em outro aspecto, manifestação pública da nossa fé.

Peçamos ao Senhor que o testemunho dos mártires de ontem e de hoje, nos ajude a viver uma vida plena, acolhendo o “martírio da fidelidade diária” a Cristo e ao seu Evangelho.

 

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