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Semeando Esperança

“Meu espírito exulta em Deus, meu Salvador”, disse Maria!

O tempo litúrgico do Advento é duplamente marcado pela alegria. A alegria que brota da espera do Natal de Jesus Cristo e suas primeiras manifestações: a Epifania.

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O tempo litúrgico do Advento é duplamente marcado pela alegria. A alegria que brota da espera do Natal de Jesus Cristo e suas primeiras manifestações: a Epifania (“Visita dos Reis Magos”), o Batismo e as Bodas de Caná. E, simultaneamente, renova-se feliz a esperança do encontro último e definitivo com o Senhor, quando ele vier em sua glória.

Este ano, no 2.º Domingo do Advento, celebraremos uma das grandes festas de Maria, a Mãe do Salvador. Ela participa, de modo singular, da grande alegria que seu Filho trouxe ao mundo: foi preservada do pecado original (Imaculada Conceição, 8 de dezembro) e partilha da glória de seu Filho, nos Céus (Nossa Senhora da Glória, 15 de agosto).

O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado pelo Papa Pio IX, em 1854, no dia 8 de dezembro. Contudo, a fé católica precedeu o dogma. Em nossa região, por exemplo, o povo venerou Maria, como Nossa Senhora da Conceição, muito antes da proclamação do dogma. É o reconhecimento de que Ela é toda santa, toda de Deus: “Ave, cheia de graça”, saudou o Anjo. Nela, o pecado não encontrou acolhida. Ela, permanecendo fielmente unida ao Filho até a Cruz, avançou pelo “caminho da fé” (Lumen Gentium, n.º 58). Nela se cumpriu, ao longo de toda a vida, a saudação de Isabel, sua prima: “Feliz aquela que acreditou”. Ela, juntamente com todos os seguidores de seu Filho, “avançou na peregrinação da fé”, ou seja, seguindo os passos de seu Filho, lutou a vida inteira para ser fiel a Deus.

O Dogma da Imaculada Conceição afirma que Deus concedeu a Maria essa graça especial. A fim de preparar para o seu Filho mãe que fosse digna dele, Deus preservou Maria do pecado original, enriquecendo-a com a plenitude de sua graça. Nasceu mais integrada do que nós, mais capaz de ser uma pessoa livre e acolher a vontade de Deus em sua vida. Contudo, ela não nasceu prontinha – “ninguém nasce pronto” –, foi aprendiz da vida e peregrina da fé. É fascinante reconhecer isso: todos somos aprendizes da vida, até a hora da morte! Cada pessoa se desenvolve com o tempo, aprende continuamente a amar e a ser amado, a crer e a esperar.

Maria nunca se deixou envaidecer por esse dom especial, nem nunca se apresentou de modo orgulhoso. Pelo contrário! Ela se reconheceu a “serva do Senhor”, mulher salva por ele: “A minh’alma engrandece o Senhor e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome” (Lc 1,46-49).

O que Deus realizou em Maria nos enche de esperança. Nele também nós seremos vitoriosos sobre o pecado e todo o mal; poderemos integrar os desejos, tendências e afetos que nos separam de Deus e dos irmãos e irmãs, e nos tornam escravos do consumismo, do sexo desequilibrado, do autoritarismo…

É muito bom lembrar sempre que toda pessoa, desde a sua concepção, é marcada por uma graça original: “antes da criação do mundo, Deus nos escolheu em Cristo, para sermos, diante dele, santos e imaculados, no amor” (Ef 1,4). Nenhuma dor, tristeza, decepção ou pecado poderá cancelar essa “escolha” divina, essa “graça original”. Deus é o misericordioso!

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