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Semeando Esperança

“Levantem-se e ergam a cabeça. É tempo de recomeçar!”

O Tempo do Advento é marcado por uma piedosa e alegre expectativa. Por ele nos preparamos para celebrar a primeira vinda do Senhor, no Natal, e, simultaneamente, voltamos nosso olhar para aquela vinda definitiva de Cristo no final dos tempos

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“Levantem-se e ergam a cabeça. É tempo de recomeçar!”

A chegada do Ano Novo, na passagem do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro, tinha sido saudada normalmente, em muitos lugares, com muita festa. Mas será que é assim para todos os povos e culturas? Há outras tradições. Este ano, por exemplo, os chineses comemoraram o início do novo ano no dia 25 de janeiro, e os judeus, segundo o seu calendário, entraram no ano 5781, no último dia 18 de setembro. A diversidade, pois, existe e enriquece a família humana. Também para os católicos de rito latino há uma tradição própria: o ano tem início com o Tempo do Advento, o qual requer sempre quatro domingos antes do dia 25 de dezembro, a grande festa do Nascimento de Jesus Cristo. É o Ano Litúrgico. Ao longo desse ciclo anual, celebramos os mistérios da salvação – desde a Encarnação e o Natal até a Ascensão, o dia de Pentecostes e a expectativa da feliz vinda gloriosa do Senhor – e podemos mergulhar na graça da salvação que eles oferecem a cada um no momento atual de nossas vidas.

O Tempo do Advento é marcado por uma piedosa e alegre expectativa. Por ele nos preparamos para celebrar a primeira vinda do Senhor, no Natal, e, simultaneamente, voltamos nosso olhar para aquela vinda definitiva de Cristo no final dos tempos: “Enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador” (Missal). Estamos mesmo “vivendo a esperança”?

Talvez sem nos darmos conta, a nossa vida foi perdendo cor e intensidade. Pouco a pouco parece que tudo começou a ficar pesado e aborrecido. Cumprimos nossos deveres, mas a vida não nos preenche mais, não nos encanta. “Um dia comprovamos que a verdadeira alegria foi desaparecendo do nosso coração. Já não somos capazes de saborear o bom, o belo e grande que há na existência.” (Pagola) Já não cantamos mais, não sorrimos e nem sequer rezamos. “Pintaram tudo de cinza” – não o muro, mas a nossa vida. Ela, então, pode ter ficado apagada e triste.

E, talvez, a esperança tenha seguido os mesmo passos. Nem sempre foi o desespero que a destruiu, mas ela foi-se diluindo em nós silenciosamente, do modo quase imperceptível. “Pouco a pouco, tudo se foi complicando. Talvez já não esperemos grande coisa da vida ou de ninguém. Já nem acreditamos em nós mesmos. Tudo nos parece inútil e com pouco sentido”.

O que podemos fazer?

É novamente Tempo do Advento! Retomo parte de uma meditação do Padre Pagola: “A primeira coisa é acordar e abrir os olhos. Todos estes sintomas são indícios claros de que temos a vida mal organizada. Esse mal-estar que sentimos é o grito de alarme que começou a tocar dentro de nós. Nada está perdido. Não podemos de repente nos sentir bem conosco mesmos, mas podemos reagir. Temos de nos perguntar o que foi que negligenciamos até agora, o que temos de mudar, a que precisamos dedicar mais atenção e mais tempo. As palavras de Jesus estão dirigidas a todos: ‘Vigiai’. Talvez hoje mesmo, tenhamos de tomar uma decisão”.

Qual decisão você precisaria tomar para fazer renascer a alegria e a esperança em sua vida e irradiá-la ao seu redor?

Sim, creio ser possível erguer a cabeça e recomeçar cada dia!

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